- Trump afirmou estar animado para a viagem à China, em publicação nas redes sociais, com encontro marcado com Xi Jinping em Pequim nesta semana.
- Chega à capital chinesa na quarta-feira, 13 de maio, para uma visita de dois dias; as reuniões com Xi estão previstas para 14 e 15 de maio; é a primeira viagem aos EUA à China desde 2017.
- Assuntos a serem discutidos incluem comércio bilateral, inteligência artificial, Taiwan, Irã e armas nucleares, conforme a Reuters.
- Existe expectativa de extensão da trégua comercial de 2026, mas ainda não há definição; autoridades americanas indicam confiança na continuidade, enquanto China deve sinalizar compras de aeronaves da Boeing e de produtos agrícolas e energia dos EUA.
- Também devem ser avaliados mecanismos bilaterais de comércio e investimentos, como um Conselho de Comércio e um Conselho de Investimento, além de possíveis negociações sobre armamento nuclear, que permanecem incertas.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta segunda-feira que está animado para a viagem à China. A publicação ocorreu nas redes sociais do republicano, onde ele confirmou o encontro com o presidente Xi Jinping em Pequim, marcado para esta semana.
Trump chega a Pequim na quarta-feira (13) para uma visita de dois dias. Os encontros com Xi estão previstos para quinta (14) e sexta-feira (15). Será a primeira viagem do norte-americano à China desde 2017, e o objetivo é buscar uma aproximação em meio a tensões comerciais.
O tema central envolve comércio bilaterais, inteligência artificial, Taiwan, Irã e armas nucleares, segundo informações da Reuters. O encontro é visto como uma tentativa de estabilizar as relações entre Washington e Pequim, enfraquecidas por disputas comerciais e divergências geopolíticas.
Temas que serão debatidos
Entre os assuntos em pauta está a possível extensão da trégua comercial de 2026, que manteve o fornecimento de minerais de terras raras da China aos EUA. Autoridades americanas disseram à Reuters que ainda não há definição, mas há confiança na manutenção do acordo.
Também há expectativa de anúncios sobre ampliação do comércio. Funcionários do governo dos EUA indicam que a China pode sinalizar compras de aeronaves da Boeing, além de produtos agrícolas e energia dos EUA.
Governos discutem ainda a criação de mecanismos bilaterais de comércio e investimentos, como um Conselho de Comércio e um Conselho de Investimento. No entanto, essas estruturas dependem de etapas posteriores para entrar em funcionamento.
Guerra no Oriente Médio
A reunião deve abordar questões sensíveis, com a tentativa de ampliar a pressão sobre o Irã com apoio chinês. Pequim mantém relações comerciais com Teerã e é um dos principais compradores de petróleo iraniano, segundo a Reuters.
Os EUA também pretendem retomar negociações sobre armas nucleares com a China, mas Pequim tem resistência a discussões sobre controle de armamentos. Autoridades americanas afirmam que o governo chinês indicou, em privado, não ter interesse hoje em tratar do tema.
Trump e Xi se encontraram pela última vez em outubro de 2025, na Coreia do Sul, quando concordaram em suspender temporariamente tarifas. Em fevereiro de 2026, a Suprema Corte dos EUA decidiu que Trump não tinha autoridade para manter parte das tarifas.
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