- Trump chega a Pequim para encontro com Xi Jinping, entre reuniões nos dias 14 e 15, sendo o primeiro em mais de seis meses.
- Assuntos incluem Irã, Taiwan, armas nucleares e a avaliação de uma extensão do acordo sobre minerais críticos (terras raras).
- Estados Unidos e China podem criar fóruns de comércio e investimentos; Pequim deve anunciar compras de aeronaves da Boeing, produtos agrícolas e energia dos EUA.
- A possibilidade de prorrogar a trégua que permite o fluxo de terras raras de a China para os EUA é discutida, com expectativa de renovação.
- Entre temas sensíveis, há tensão sobre Taiwan; China, Irã e Rússia complicam o quadro, e há discussão sobre estabelecer canal de comunicação sobre IA.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o presidente da China, Xi Jinping, vão se reunir nesta semana em Pequim. Será o primeiro encontro presencial em mais de seis meses, buscando reduzir tensões com foco no comércio e em minerais críticos. A visita ocorre em meio a divergências globais.
O objetivo é avaliar a extensão de um acordo sobre minerais críticos e criar fóruns para facilitar comércio e investimentos mútuos. Pequim deve anunciar compras de aeronaves da Boeing, além de produtos agrícolas e energia dos EUA. A iniciativa depende de negociações adicionais.
As autoridades americanas indicam que Trump pretende chegar a Pequim na quarta-feira, com reuniões previstas para quinta e sexta-feira. A visita marca a primeira viagem a China desde 2017, em um momento de tensões econômicas e geopolíticas.
Temas sensíveis
As conversas devem abordar Irã, Taiwan e armas nucleares, além de relações com a Rússia. A China mantém vínculos com Teerã, enquanto os EUA pressionam Pequim a influenciar o Irã rumo a um acordo de paz. Taiwan também figura entre as pautas.
Estimativas indicam que os dois lados podem anunciar a criação de um Conselho de Comércio e um Conselho de Investimentos, ainda sujeitos a negociações para entrar em operação. O acordo de terras raras pode ganhar extensão, dependendo do desfecho.
Autoridades ressaltam que a trégua na guerra comercial pode ser prorrogada, mantendo o fluxo de minerais de terras raras da China para os EUA. A renovação ainda não está garantida, mas há expectativa de continuidade do acordo.
A embaixada da China em Washington não se pronunciou sobre o tema. Analistas ressaltam que as discussões devem buscar estabilizar relações bilaterais e evitar novas escaladas em áreas sensíveis, mantendo o foco no comércio.
Foram ressaltadas ainda preocupações com modelos avançados de inteligência artificial desenvolvidos na China. Washington busca estabelecer um canal de comunicação para evitar conflitos envolvendo IA, com estrutura ainda em definição.
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