- A União Europeia rejeitou a ideia de Vladimir Putin de que o ex-chanceler alemão Gerhard Schröder seja mediador em negociações de paz na Ucrânia.
- A chefe da diplomacia europeia, Kaja Kallas, afirmou que Schröder não poderia ser considerado um mediador imparcial, por ter atuado como lobbyista de empresas estatais russas.
- Putin sugeriu que o conflito poderia estar próximo do fim, mas seus assessores reiteraram que a Rússia quer que a Ucrânia retire tropas do Donbas como condição para negociações futuras.
- A Ucrânia não vê como aceitável uma retirada unilateral de seu território, e o equilíbrio no campo de batalha parece sinalizar esgotamento de ambos os lados.
- Críticas ao papel de Schröder vêm de autoridades europeias e especialistas, que consideram a ideia impraticável e alinhada aos interesses de Putin.
A União Europeia rejeitou a proposta de Vladimir Putin de nomear Gerhard Schröder como mediador europeu em negociações de paz para a guerra na Ucrânia. A fala ocorreu após o Kremlin sugerir o ex-chanceler alemão, aliado de Moscow, como possível facilitador das conversas. A declaração veio na segunda-feira, em Bruxelas, durante a imprensa de uma reunião de ministros das Relações Exteriores.
A chefe de política externa da UE, Kaja Kallas, afirmou que permitir que a Rússia escolha um negociador seria pouco prudente. Ela destacou que Schröder não reúne condições de imparcialidade, devido ao seu histórico como lobista de empresas estatais russas.
Schröder, hoje de 82 anos, teve atuação em projetos energéticos ligados à Rússia, incluindo participação em gasodutos e na diretoria de Rosneft. Ele deixou cargos relevantes após a invasão da Ucrânia, mas não condenou publicamente Putin.
A UE reforçou que qualquer negociação deve envolver Kiev desde o início, mantendo posição de não marginalizar a Ucrânia nas tratativas. Analistas apontam que o tema chega em meio a esforços da UE para assegurar voz em eventuais acordos.
Críticos entre os Estados-membros destacam que Schröder mantém ligações próximas a Moscou, o que alimenta dúvidas sobre neutralidade. Comentários públicos de ministros europeus enfatizam a necessidade de mediadores independentes.
Especialistas observam que a situação no terreno se deteriora lentamente, com esgotamento das tropas e danos contínuos a infraestrutura. A perspectiva de avanço diplomático permanece incerta, frente a desentendimentos entre Moscou, Kiev e Washington.
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