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Cristão morre em trabalho forçado destinado a minorias no Paquistão

Cristão de 33 anos morre em esgoto paquistanês após forçamento de supervisores da WASA, destacando trabalho forçado de minorias e risco mortal

Os cristãos são deliberadamente designados para os trabalhos mais perigosos e indesejáveis no país. (Foto: Reprodução/International Christian Concern)
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  • Shabbir Masih, cristão de 33 anos, morreu ao ser forçado a descer em um cano de esgoto de cerca de 7,6 metros, em meio a água contaminada e gases tóxicos, no Paquistão.
  • Segundo a família, ele chegou a se recusar a descer por três dias devido ao risco, mas foi levado à força na noite anterior à morte.
  • A viúva afirma que ele sabia do perigo e que estava sendo pressionado; o corpo foi deixado na estrada pelos responsáveis, e a empresa declarou que não teria responsabilidade, alegando que ele era terceirizado.
  • Outro cristão que desceu ao esgoto com Masih, chamado Sanwal, ficou gravemente doente; ele foi para o hospital e recebeu alta no dia seguinte.
  • O caso insere-se em um episódio de trabalho forçado contra cristãos no Paquistão, onde eles representam menos de dois por cento da população mas dominam grande parte dos empregos de saneamento; entre 2011 e 2023, pelo menos quarenta cristãos morreram em bueiros e esgotos; o Paquistão permaneceu em oitavo lugar na Lista Mundial de Vigilância da Portas Abertas em 2026.

Um cristão de 33 anos morreu na última quinta-feira após ser forçado a descer a um cano de esgoto no Paquistão. Shabbir Masih entrou no sistema de esgoto com água contaminada e gases tóxicos, conforme relatório do International Christian Concern (ICC).

Masih foi induzido por supervisores da Autoridade de Água e Saneamento (WASA) a realizar o trabalho. Sua esposa afirmou que ele recusou descer ao esgoto por três dias, mas foi levado à força na noite anterior.

O outro trabalhador que desceu com Masih, chamado Sanwal, ficou gravemente doente e foi hospitalizado, recebendo alta no dia seguinte. O corpo de Masih foi retirado e deixado na estrada, segundo a família.

A WASA afirma que Masih atuava como terceirizado e não assume responsabilidade pelo caso, enquanto a viúva cobra Justiça e sustenta que ele foi coagido a trabalhar sob ameaça de perder o emprego.

O caso se insere em um padrão denunciado pela comunidade cristã no Paquistão, com relatos de cristãos designados para empregos perigosos no saneamento, muitas vezes sem proteção ou treinamento adequado.

Segundo o Centro para a Justiça Legal (CLJ), entre 2011 e 2023 pelo menos 40 cristãos morreram ao trabalhar em bueiros e esgotos no país. O saneamento ainda depende muito de mão de obra manual.

A situação ocorre em meio a críticas de organizações internacionais sobre a proteção de minorias no Paquistão. O país ocupa a oitava posição na Lista Mundial de Vigilância 2026 da Portas Abertas.

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