- Planos de um Trump Tower AU$ 1,5 bilhão em Queensland foram cancellados, alegando que a marca Trump se tornou “tóxica” no país e citando a guerra com o Irã.
- O projeto previa um prédio de 91 andares, com 335 metros de altura, que teria sido o mais alto da Austrália na Gold Coast.
- A Altus Property Group afirmou que o acordo foi encerrado por inadimplência do parceiro, enquanto a Trump Organization sustenta que a empresa não cumpriu obrigações financeiras básicas.
- A prefeitura local disse não ter recebido uma aplicação de desenvolvimento e destacou que o acordo era entre duas partes privadas; o negócio falhou principalmente por negociações sobre margens de lucro.
- Em fevereiro, Eric Trump anunciou a primeira incursão oficial da Trump Organization na Austrália; a construção seria iniciada em agosto, com hotéis, residências, lojas e clube de praia previstos.
Plans for a AU$1.5 bilhões Trump Tower na Gold Coast, Queensland, foram canceladas. A desenvolvedora australiana Altus Property Group atribuiu a decisão ao branding “tóxico” da marca Trump e à situação envolvendo o Irã, encerrando o acordo apenas três meses após o anúncio inicial.
A proposta previa um edifício de 91 andares, com 335 metros de altura, projetado para abrigar hotel de luxo, apartamentos residenciais, lojas, restaurantes e um club de praia exclusivo. A construção cairia originalmente em agosto.
David Young, CEO da Altus, disse que, diante do cenário internacional, a marca Trump tornou-se inviável no mercado australiano. Ele afirmou que a empresa optou por encerrar a parceria, mantendo a possibilidade de explorar outras marcas de luxo.
Representantes da Trump Organization afirmaram ter ficado entusiasmados com o projeto, mas sustentaram que a Altus não cumpriu obrigações financeiras básicas previstas no acordo. Kimberly Benza, diretora de operações executivas, criticou as alegações de atraso.
A prefeitura de Gold Coast informou não ter recebido uma proposta de desenvolvimento para o local, descrevendo o acordo como uma negociação entre partes privadas. O prefeito enfatizou que o negócio envolveu condições financeiras e de participação de lucros entre as partes.
Quando o anúncio foi feito, Eric Trump anunciou que era a primeira incursão oficial da Trump no Brasil australiano, buscando trazer a imagem de uma marca mundial de luxo ao país. A expectativa era de início das obras em algumas semanas.
O projeto gerou divisão entre moradores. Um abaixo-assinado contra o empreendimento reuniu mais de 120 mil assinaturas, enquanto outro a favor contou com cerca de 3,6 mil, segundo a mídia local. A disputa pública continuou a dividir opiniões sobre o impacto no entorno.
Entre na conversa da comunidade