- Um estudo recente aponta que reflorestamento estratégico pode reabrir corredores florestais em Java, ajudando a conectividade de habitat para o leopardo-javanês.
- O objetivo é ligar áreas florestais fragmentadas para permitir maior movimentação de animais e compatibilizar expansão de infraestrutura com conservação.
- Os pesquisadores criaram um modelo island-wide de conectividade e identificaram áreas-chave, principalmente no oeste e centro de Java, para restauração de corredores.
- Mesmo com reflorestamento, ainda existem barreiras como rodovias e ferrovias; pequenas ações bem direcionadas podem, porém, facilitar deslocamentos entre habitats.
- A população estimada de leopardo-javanês é de cerca de 320 indivíduos, e autoridades ressaltam a necessidade de estratégias de conectividade em conjunto com monitoramento de população.
O estudo aponta que a restauração florestal bem planejada pode reconectar áreas degradadas em Java, ajudando a sobrevivência do leopardo-javanês. A pesquisa considera corredores contínos entre floresta e destaca a importância de ligá-las frente à expansão de infraestrutura.
Liderado por Andhika C. Ariyanto, Ph.D. candidate da Universidade de Twente, na Holanda, o trabalho apresenta um modelo de conectividade de habitat em toda a ilha. O objetivo é indicar quais corredores devem ser protegidos e restaurados conforme o desenvolvimento avança.
De acordo com os pesquisadores, reflorestar áreas estratégicamente selecionadas pode ampliar o espaço para deslocamento de faunas, incluindo o leopardo, entre habitats fragmentados. O foco está nas regiões oeste e central de Java, onde as barreiras são maiores.
Perspectivas e limites
A equipe simulou cenários que comparam impactos de novas estradas e ferrovias com um cenário de restauração. Mesmo sem eliminar completamente os obstáculos, a restaur ação pode reduzir o risco de encontros com humanos e melhorar a mobilidade de predadores.
A pesquisa ressalta que o modelo é baseado em suposições e, por ora, está em fases de validação. Autoridades florestais e parceiros de conservação ainda monitoram populações e conduzem análises genéticas sob o JWLS, para orientar ações futuras.
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