- Marco Rubio, secretário de Estado dos EUA, viaja a Pequim com o presidente Donald Trump, apesar das sanções acionadas pela China.
- A China passou a usar um caractere diferente para representar a sílaba “lu” do sobrenome dele, em uma suposta adaptação para permitir a visita.
- Diplomatas disseram que a mudança pode ter ocorrido porque Rubio estava sob sanções, incluindo proibição de entrada.
- Trump deve chegar a Pequim para uma visita de Estado, com pautas de comércio, Taiwan e IA.
- Rubio foi autor de sanções dos EUA contra a China por uso de trabalho forçado de minoria uigure e tem histórico de apoiar direitos humanos.
Marcos Rubio viaja a Pequim com Donald Trump, mesmo sob sanções chinesas impostas ao senador americano. A medida ocorre no contexto de uma visita de estado de Trump à China, com foco em comércio, Taiwan e IA para as conversas com Xi Jinping. Rubio embarcou no Air Force One em Andrews, conforme confirmação de um funcionário do Departamento de Estado.
O governo chinês parece ter adotado uma solução linguística para o impasse: usar um caractere chinês diferente para representar a sílaba inicial do sobrenome de Rubio. Dois diplomatas afirmam à AFP que a mudança visa contornar a proibição de entrada associada à grafia anterior do nome. Fontes oficiais chinesas ainda não comentaram oficialmente o caso.
Rubio, cubano-americano conhecido por críticas a regimes autoritários, foi um dos autores de sanções contra a China por suposta utilização de trabalho forçado de minorias muçulmanas uiguras e por repressões em Hong Kong. O senador defendia direitos humanos durante sua atuação no Senado, mas tem apoiado Trump na atual gestão em questões de relações comerciais com a China.
No momento, Trump deve chegar a Pequim para um encontro de estado com Xi Jinping, com agenda incluindo comércio, Taiwan e inteligência artificial. Rubio figura como parceiro de viagem de Trump, conforme confirmação do Departamento de Estado. A presença de Rubio sinaliza uma dinâmica complexa entre sanções, diplomacia e cooperação de alto nível. AFP colaborou para a reportagem.
Entre na conversa da comunidade