- A União Europeia atualizou a lista de países que cumprem regras contra o uso excessivo de antimicrobianos na pecuária e excluiu o Brasil.
- A lista, validada por países europeus, define quais nações poderão exportar carne para a UE a partir de 3 de setembro.
- O Brasil não está incluído no momento, pois não forneceu garantias contra o uso de antimicrobianos na pecuária; o país aparecia na lista de 2024.
- A lista pode ser atualizada em breve, assim que autoridades brasileiras enviarem respostas a Bruxelas.
- As medidas visam combater a resistência a antibióticos e evitar o uso desnecessário; o comissário europeu para a Agricultura afirmou que o sistema de controle funciona.
A União Europeia atualizou nesta terça-feira a lista de países que cumprem as regras contra o uso excessivo de antimicrobianos na pecuária e excluiu o Brasil. A relação define quais países podem continuar exportando carne para a UE a partir de 3 de setembro.
A inclusão do Brasil na lista de 2024 foi retirada, já que Bruxelas afirma que o país não forneceu garantias sobre a não utilização de antibióticos na pecuária. A lista pode ser alterada assim que as autoridades brasileiras apresentarem respostas.
Segundo a UE, o uso de antimicrobianos para promover crescimento ou aumentar a produção é proibido, e medicamentos críticos para uso humano não podem ser usados em animais. As medidas integram a política de combate à resistência a antimicrobianos.
Impactos para exportações
A decisão ocorre em meio a críticas do setor agrícola e de países do Mercosul, após a assinatura de um acordo de livre comércio entre UE e Mercosul. O acordo entrou em vigor de forma provisória em 1º de maio e aguarda decisão judicial europeia sobre sua legalidade.
Autoridades europeias destacam que a lista reflete o objetivo de manter padrões sanitários elevados e de vigilância sobre o uso de antimicrobianos na cadeia produtiva. O comissário europeu para a Agricultura explicou que o controle europeu está funcionando e atende aos padrões de saúde.
A lista pode ser atualizada em breve, caso Bruxelas receba as informações solicitadas ao governo brasileiro. Enquanto isso, o fluxo de exportações brasileiras para a UE pode permanecer sujeito a alterações conforme o monitoramento regulatório.
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