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União Europeia proíbe importação de carne brasileira por uso de antibióticos

UE proíbe importação de carne brasileira por uso de antibióticos; Brasil fica fora da lista de aprovados e pode retornar mediante garantias sanitárias

Brasil ainda pode voltar à lista de exportadores se provar que respeita as normas sanitárias
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  • A União Europeia publicou uma lista de países que cumprem as regras contra o uso excessivo de antibióticos na pecuária, e o Brasil não aparece nela.
  • A lista define quais países terceiros poderão continuar exportando carne para a UE a partir de setembro, desde que atendam às normas sanitárias.
  • O Brasil ficou de fora porque não forneceu garantias à UE de que não utiliza antimicrobianos na pecuária.
  • A relação pode ser atualizada em breve, assim que autoridades brasileiras responderem a Bruxelas; o movimento acompanha tensões sobre o acordo entre a UE e o Mercosul.
  • O comissário europeu para a Agricultura, Christophe Hansen, afirmou que os padrões europeus de saúde e antimicrobianos são rigorosos e que o sistema de controle funciona.

A União Europeia proibiu a importação de carne do Brasil por uso de antibióticos na pecuária. A lista publicada hoje aponta os países que cumprem as regras europeias e exclui o Brasil, por não ter apresentado garantias de conformidade.

Segundo o documento, países como Argentina, Colômbia e México aparecem como aptos a continuar exportando carne para a UE a partir de setembro, desde que mantenham as normas sanitárias.

A ausência brasileira ocorre porque Bruxelas não recebeu garantias suficientes de que não há uso de antimicrobianos na criação de animais voltados à produção de carne.

A lista pode ser atualizada em breve, caso o Brasil apresente respostas às autoridades europeias. A UE sinaliza vigilância maior sobre o tema.

A decisão ocorre em meio a críticas ao acordo de livre comércio entre a UE e o Mercosul, que entrou em vigor de forma provisória em 1º de maio. A autoria do acordo segue pendente de aprovação judicial na UE.

A Comissão Europeia afirmou que os padrões de saúde e antimicrobianos aplicados pelos agricultores europeus são extremamente rigorosos, e que os produtos importados devem atender aos mesmos requisitos.

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