- Brasil busca novos fornecedores de fertilizantes por causa da crise no Oriente Médio, que envolve o estreito de Ormuz.
- O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, está na Ásia Central para buscar alternativas de importação, incluindo fertilizantes do Uzbequistão.
- O impasse no estreito de Ormuz pode impactar a produção global de alimentos.
- Nações Unidas alertaram que quarenta e cinco milhões de pessoas podem enfrentar fome se não houver liberação de fertilizantes.
- Vieira manteve reuniões com autoridades do Cazaquistão para ampliar parcerias e diversificar fornecedores.
O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, está na Ásia Central em viagem oficial para buscar alternativas de fornecimento de fertilizantes. O objetivo é reduzir a dependência de rotas sensíveis a conflitos na região do Golfo.
O impasse na liberação do estreito de Ormuz acentua a preocupação com a produção global de alimentos, devido aos impactos sobre o fornecimento de fertilizantes. A situação pode afetar preços e disponibilidade no mercado internacional.
As Nações Unidas alertaram que cerca de 45 milhões de pessoas podem enfrentar fome caso a liberação de fertilizantes não avance. Antes do conflito, aproximadamente um terço do fertilizante mundial passava por essa rota marítima estratégica.
A maior parte das exportações que transitam pelo Ormuz abastece o Brasil, a China, a Índia e países africanos, evidenciando a importância da região para o abastecimento global. Agricultores também já sinalizam pressão nos preços dos cereais.
Aproximação com Uzbequistão e Cazaquistão
O chanceler brasileiro confirmou interesse em ampliar importações de fertilizantes do Uzbequistão. Vieira manteve encontros com autoridades do Cazaquistão para discutir possibilidades de suprimento seguro e estável.
A viagem também visa mapear soluções de cooperação, incluindo alternativas logísticas e acordos de fornecimento de longo prazo. O governo brasileiro avalia opções para reduzir vulnerabilidades na cadeia de suprimento global.
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