- Xi Jinping recebeu Donald Trump em Pequim, com visita que inclui passagem pelo complexo Zhongnanhai, em meio a tensões com Irã, comércio, tecnologia e Taiwan.
- A China aparece mais forte e assertiva, com Xi buscando novas forças produtivas em energia renovável, robótica e inteligência artificial, e Chongqing como exemplo de transformação.
- Chongqing, megacidade do sudoeste, ganhou destaque por turismo sem visto e indústria de robótica, mas enfrenta endividamento, economia lenta e setor imobiliário em dificuldades.
- A China busca reduzir dependência dos EUA em tecnologia, investindo em robótica e semiconductores, com interesse em chips de IA da Nvidia, em meio a controvérsias sobre controle de exportações.
- A relação comercial com os EUA permanece tensa: tarifas impedem acordo substancial, a China mira autossuficiência e ligações ferroviárias diretas para a Europa; Trump também busca acordos para ampliar comércio com os chineses.
A cidade chinesa de Chongqing, apresentada pela BBC como exemplo da transformação da China, serve de palco para a visita de Donald Trump a Xi Jinping em Pequim. A semana reúne prevê uma recepção grandiosa, com passagem por Zhongnanhai e foco em temas como Irã, comércio, tecnologia e Taiwan. Em 2017, Trump recebeu Xi com jantar na Cidade Proibida; agora a China é descrita como mais autoconfiante.
Segundo analistas, Pequim emerge como a principal potência econômica e tecnológica frente aos EUA. A China é descrita como concorrente quase equivalente, com Xi buscando corporate de longo prazo em energia renovável, robótica e inteligência artificial. Chongqing, destacada como símbolo dessa mudança, é apresentada como cidade que investe pesado para moldar o oeste chinês.
Em Chongqing, a narrativa mostra uma economia em mutação: robótica em expansão, indústria automotiva de grande peso e planos para ligações ferroviárias com a Europa. A cidade atrai milhões de turistas estrangeiros e investe em turismo sem visto, bem como em fabricação de veículos elétricos, ainda que enfrente endividamento público e desafios imobiliários.
Transformação e tensões
Ainda na região, o texto aponta a evolução urbana de Chongqing, com centros empresariais modernos e bairros tradicionais. Os visitantes destacam a arquitetura vertical ao longo do Yangtze, enquanto o governo tenta equilibrar crescimento com bem-estar econômico decorrente de tarifas e tensões geopolíticas com os EUA.
A reportagem levanta que a relação entre China e EUA mudou desde a eleição de 2024, com a China ganhando espaço estratégico e tecnológico e os EUA impondo tarifas em resposta a práticas comerciais. Analistas ressaltam que a China tem buscado reduzir dependência do mercado americano, enfatizando autossuficiência e investimentos internos.
Perspectivas para a reunião
A viagem de Trump a Pequim é vista como oportunidade para sinalizar avanços ou ganhos tangíveis, como maior venda de produtos americanos. Em paralelo, a China demonstra abertura ao comércio e ao fluxo de visitantes, tentando projetar estabilidade e cooperação internacional, mesmo diante de tensões regionais.
A BBC aponta ainda que a cidade de Chongqing representa, para muitos, uma visão cinematográfica do futuro da China: tecnologia integrada à vida urbana, com ambição de transformar o oeste do país em um polo econômico similar ao Vale do Silício. A reportagem foi traduzida com apoio de inteligência artificial e revisada por jornalista da instituição.
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