- A coalizão governista de Israel apresentou um projeto para dissolver o parlamento, abrindo caminho para eleições antecipadas, com votação possível em 20 de maio e eleições a partir de 90 dias após a lei.
- O movimento foi liderado pelo Likud, tendo apoio de seis grupos da coalizão, em meio a críticas dos ultrarrabdomes ortodoxos por não cumprirem promessa de isenção do serviço militar para jovens deyeshiva.
- Se aprovado, as eleições devem ocorrer na terceira semana de agosto, antes do término original do mandato, previsto para 27 de outubro.
- A oposição, incluindo Yair Lapid e Naftali Bennett, indicou que apresentaria sua própria proposta para dissolver o Knesset.
- Netanyahu, de 76 anos, enfrenta processo de corrupção e anunciou cirurgia recente para câncer de próstata; sondagens indicam vantagem para Likud, mas cenário para formação de governo permanece incerto.
Israel aprova dissolução da Knesset em busca de eleições antecipadas; oposição critica
O governo de coalizão propôs dissolver o parlamento para facilitar eleições antecipadas em Israel. A iniciativa parte do Likud, de Benjamin Netanyahu, diante de pressões de aliados ultraortodoxos.
Se aprovada, a medida aciona eleições 90 dias após a sanção da lei. O texto foi assinado por líderes das seis bancadas da coalizão no poder.
A proposta pode ir a voto em 20 de maio, segundo a imprensa local. Caso siga, as eleições aconteceriam na terceira semana de agosto.
Contexto político
Partidos ultraortodoxos acusam Netanyahu de falhar em cumprir promessa de lei que isentaria jovens de estudo em yeshivas do serviço militar obrigatório.
Vários oposicionistas anunciaram, na véspera, que apresentariam proposta própria de dissolução da Knesset. Contudo, a iniciativa do Likud pode antecipar o calendário.
Oposição liderada por Yair Lapid, do Yesh Atid, reagiu rapidamente. Lapid coordena com Naftali Bennett para a aliança Beyahad.
Bennett e Lapid formaram aliança eleitoral conjunta para 2024. Eles criticam a gestão de Netanyahu desde o ataque de 7 de outubro de 2023.
Netanyahu, 76, já anunciou que pretende concorrer novamente. O premiê revelou ter passado por cirurgia de câncer de próstata e continua no cargo.
Cenário eleitoral
Pesquisa da Kan aponta Likud em primeiro lugar, mas com maioria improvável para formar governo. Beyahad aparece próximo, seguido por Yashar.
Expectativas indicam que nenhum bloco tenha maioria estável diante do eleitorado fragmentado. O debate central envolve uma comissão de inquérito sobre os ataques de 7 de outubro.
Líderes da coalizão defendem foco em victory total sobre Hamas, Hezbollah e Irã, metas que permanecem distantes no conflito multi-front.
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