- Donald Trump chegou a Pequim para a cúpula com a China, com foco na economia e expectativa de anúncios de compras de produtos agrícolas e aeronaves, além de extensão da trégua na guerra comercial.
- A guerra com o Irã, em curso, repercute na visita, elevando o risco de crise energética global e aumentando o potencial de influência da China nas negociações, caso Xi coopere.
- Analistas chineses veem a crise no Irã como oportunidade para Pequim pressionar por um acordo que agrade a Trump, caso a China seja incentivada a cooperar mais.
- A relação entre China e Rússia é forte, e Xi utiliza o momento para se posicionar como líder global; porém, a China ainda depende do Irã para exportação de petróleo, o que complica ações pró-pressão.
- Há consenso entre especialistas de Pequim de que Trump enfrenta dificuldades políticas e eleitorais, o que pode levar a China a buscar mais vantagens diplomáticas na cúpula.
O confronto entre EUA e Irã domina a agenda de Donald Trump na China, desviado do avanço econômico do país. A cúpula entre Trump e Xi Jinping ocorre em um momento de tensão internacional e de busca por estabilizar relações comerciais.
Chegada de Trump a Pequim ocorreu em meio a um cessar-fogo instável no Irã e à possibilidade de a China influenciar negociações para um acordo com Teerã. Analistas veem o encontro como teste da posição global dos EUA após a crise no Golfo.
A imprensa aponta que Trump pretende anunciar possíveis compras de soja e aeronaves pela China, além de prorrogar a trégua na guerra comercial existente entre as duas potências. A Casa Branca descreve o esforço como para reconstruir segurança e prosperidade americana.
Em Pequim, a relação com o Irã é vista com cautela. Analistas destacam que Pequim, embora tenha interesses econômicos com Teerã, tem laços mais fortes com a Rússia, o que condiciona sua atuação regional frente a Washington.
Para Xi, o encontro representa oportunidade de consolidar a China como líder global responsável e reduzir a influência do conflito iraniano sobre as negociações com EUA. O Ministério das Relações Exteriores chinês reforçou o diálogo com Teerã.
Especialistas avaliados pela mídia destacam que Pequim, mesmo atuando como mediador, ainda não conseguiu alinhar plenamente o Irã às suas expectativas. Pesquisas apontam que dependência iraniana de compras chinesas de petróleo complica qualquer pressão acelerada.
A estratégia de Xi Jinping envolve manter equilíbrio entre os interesses iranianos e a pressão ocidental, sem ruptura de relações com Moscou. Em Washington, críticos questionam a eficácia da abordagem de Trump diante do Estreito de Ormuz.
Alguns especialistas afirmam que a relação sino-americana pode mudar conforme a China considere mais cooperação com Washington sobre o Irã. Outros alertam que as eleições de meio de mandato aumentam o peso político de Trump.
O governo chinês, segundo analistas, pode exigir contrapartidas para apoiar um acordo com o Irã, inclusive favoráveis a manter a pressão sobre temas como Taiwan. A avaliação é de que qualquer descolamento de Beijing terá impactos amplos.
Sun Chenghao, da Universidade Tsinghua, afirma que EUA estão comprometendo credibilidade ao não conseguir articular objetivos claros sobre o Irã. Há quem compare o cenário ao que ocorreu na Rússia, mantendo cautela sobre resultados.
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