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Drones de ataque testados na Ucrânia podem ser vendidos à UE

Drones de ataque testados na Ucrânia são alvo de negociações com a União Europeia; a Polônia defende mercado único para ampliar vendas, com produção conjunta prevista para 2027

Fabricante de drones pretende vender drones de ataque testados na Ucrânia na UE e em outros países
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  • A Orbotix, empresa polonesa de defesa, testou os drones de ataque Wasper-1 e de vigilância Vigil-1 na Ucrânia, Estônia, Romênia e outros países, com foco em vendas internacionais.
  • A empresa pretende vender para países da União Europeia e fora do continente, defendendo a criação de um mercado único na Europa para a indústria de defesa.
  • O chefe da divisão da indústria de defesa do Ministério das Relações Exteriores da Polônia, Rafal Sordyl, afirmou que o mercado europeu é fragmentado e precisa de integração; estimativas apontam que, em 2030, os gastos militares da Europa seriam de cerca de 800 bilhões de euros por ano, quase igual aos dos EUA.
  • Autoridades da UE presentes na inauguração da fábrica destacaram que, embora os gastos estejam aumentando, a fragmentação e a regulamentação representam grande desafio para o mercado de defesa.
  • A Ortobix planeja produção conjunta com a Ucrânia sob o mecanismo de financiamento de rearme da UE, o SAFE; negociações com companhias ucranianas podem iniciar a produção em janeiro de 2027.

A Orbotix, empresa polonesa de defesa, testa drones de ataque na Ucrânia e mira vender para países da União Europeia e além. A iniciativa ocorre em meio a debates sobre expansão de mercado único na defesa no continente.

O pedido de desenvolvimento é feito por Rafal Sordyl, chefe da divisão de indústria de defesa do Ministério das Relações Exteriores da Polônia. Ele aponta a fragmentação do mercado europeu como entrave a uma atuação mais integrada.

Autoridades da UE presentes na inauguração da fábrica da Orbotix destacam a necessidade de simplificar regras e ampliar compras conjuntas. A matéria envolve também o aumento de gastos europeus com defesa frente a EUA e Rússia.

Mercado único na defesa

Com o aumento de ameaças de drones no flanco leste da OTAN, a Romênia e vizinhos fortalecem defesas aéreas e estudam uso de tecnologias de interferência. Países trabalham em conjunto com a Ucrânia para rearmamento sob SAFE.

Bogdan Ochiana, CEO da Ortobix, afirma que há negociações com companhias ucranianas para uma joint venture que pode iniciar produção em janeiro de 2027. A meta é expandir capacidades de fabricação.

A Ortobix desenvolveu o drone de ataque Wasper-1, resistente a interferências, e o drone de vigilância Vigil-1. Ambos teriam sido testados na Ucrânia, Estônia, Romênia e outros países da região.

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