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Grupos pedem à Polônia suspensão de voos de deportação para a Ucrânia

Grupos de direitos humanos exigem suspensão de voos de deportação de ucranianos para a Ucrânia via território polonês, alegando violação do direito internacional

Um homem segura um cartaz durante um concerto chamado 'Ruído pela Ucrânia ' em frente à Embaixada da Rússia, para marcar o quarto aniversário da invasão da Ucrânia pela Rússia , em Praga, República Tcheca, 24 de fevereiro de 2026. Organizado pelo festival United Islands, o evento visa demonstrar solidariedade à Ucrânia e contou com o apoio de diversas embaixadas.
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  • Grupos de direitos humanos, Amnesty International e Human Rights First, pedem que a Polônia suspenda a cooperação com voos de deportação dos EUA que transferem ucranianos via território polonês.
  • Os voos teriam ocorrido em novembro de 2025 e março de 2026, deportando mais de 50 pessoas para a Ucrânia.
  • Segundo as organizações, os voos partiram de Phoenix, nos EUA, com destino ao aeroporto de Rzeszów-Jasionka, no sudeste da Polônia.
  • A Polônia afirmou que atuou apenas como ponto de trânsito e que não há acordo ou arranjo com os EUA sobre deportações; a guarda de fronteira fez apenas procedimentos de controle.
  • As entidades pedem investigação, localização das pessoas afetadas e proteção contra devolução forçada, destacando que a Ucrânia não é um destino seguro para retorno.

A Amnesty International e a Human Rights First pediram à Polônia nesta quarta-feira que suspenda a cooperação com voos de deportação dos EUA que transferem cidadãos ucranianos via território polonês, alegando potencial violação do direito internacional. A operação envolve detenção e retorno de pessoas a cenário de conflito.

Segundo as organizações, o ICE realizou pelo menos duas dessas operações via Polônia, em novembro de 2025 e março de 2026, deportando mais de 50 ucranianos para a Ucrânia. As entidades destacam o risco de forçar retornos a áreas de guerra.

Os voos teriam partido de Phoenix, no Arizona, com destino ao aeroporto de Rzeszów-Jasionka, no sudeste da Polônia. APolônia atuaria apenas como ponto de trânsito, sem acordo formal de deportação com os EUA, segundo a assessoria do Ministério do Interior.

Pontos da posição polonesa

Karolina Galecka, porta-voz do Ministério do Interior, afirmou que a Polônia não participa ativamente do processo e que a guarda de fronteira realiza apenas etapas de controle, dentro da lei. Ela ressaltou que o país pode fazer verificações simples sem admitir participação direta.

Bartosz Gorski, vice-presidente do aeroporto de Rzeszów-Jasionka, não comentou os voos nem respondeu sobre a participação do governo polonês. O Departamento de Segurança Interna dos EUA não respondeu a pedidos de comentário.

Contexto e desdobramentos

Desde a ascensão de Donald Trump, o governo americano intensificou medidas de imigração sob o ICE, com aumento de detenções e deportações. Grupos de direitos humanos dizem que as ações violam devido processo e liberdades, enquanto o governo americano afirma reforçar a segurança.

Outro voo de deportação para a Ucrânia chegou a Rzeszów-Jasionka em 30 de abril; o número de passageiros não foi informado pelo comitê das organizações. As entidades defendem que a Ucrânia não é segura para retornos.

Reações e próximos passos

Anna Błaszczak-Banasiak, da Amnesty International Polônia, solicitou às autoridades que investiguem os incidentes, rastreiem o paradeiro das pessoas afetadas e garantam proteção contra devoluções forçadas, com tratamento digno e acesso a recursos legais.

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