- O presidente Luiz Inácio Lula da Silva escalou equipes diplomática e econômica para pressionar a União Europeia, após o embargo europeu à carne brasileira.
- O objetivo é acelerar a retomada das exportações de carne e manter o acordo entre Mercosul e União Europeia.
- Nos próximos dias, assessores devem intensificar contatos com países europeus e buscar apoio de empresários do setor agroindustrial.
- O governo afirma que a restrição está ligada a regras sobre o uso de antibióticos na produção animal; as normas passaram a valer para exportadores estrangeiros a partir de 3 de setembro.
- A União Europeia informou que apenas países com garantias de conformidade poderão continuar exportando animais e produtos de origem animal para o bloco.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva ordenou que as áreas diplomática e econômica ampliem a ofensiva junto à União Europeia. O objetivo é defender a retomada da venda de carne brasileira, especialmente diante do embargo europeu.
A medida busca evitar impactos no acordo entre Mercosul e União Europeia. Lula considera que a restrição pode comprometer a relação comercial mútua e a cooperação econômica entre as partes.
Nos próximos dias, assessores estratégicos devem intensificar contatos com governos europeus para esclarecer dúvidas e acelerar a volta das exportações de carne. A ideia é reduzir entraves e facilitar o comércio.
O governo brasileiro avalia ainda recorrer à participação de empresários do setor do agronegócio, em atuação similar àquela observada durante negociações com os Estados Unidos.
A mudança de regra para importação de carne do Mercosul foi descrita internamente como uma “facada nas costas”. O ponto de atrito envolve o uso de antibióticos para promover crescimento em animais destinados à alimentação.
As novas regras, vigentes para produção europeia desde 2022, passam a valer para exportadores estrangeiros a partir de 3 de setembro. A União Europeia exige garantias de conformidade para continuar recebendo animais e produtos.
Segundo a Comissão Europeia, apenas países com garantias de conformidade poderão manter exportações ao bloco. A avaliação visa assegurar padrões de biossegurança e saúde animal na cadeia produtiva.
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