- Vinte e duas pessoas identificadas como “casos de contato” por exposição ao hantavírus estão, no momento, hospitalizadas na França, sob observação por pelo menos quarenta e dois dias (14 dias segundo o protocolo).
- Os contatos devem ser testados hoje, e o governo prepara um protocolo específico; os testes devem ocorrer a cada dois dias, conforme recomendações da Organização Mundial da Saúde.
- A França mantém estoque de máscaras suficiente para enfrentar o provável cenário de propagação por no mínimo três meses, com capacidade de produção estimada entre 2,6 e 3,5 bilhões de máscaras por ano.
- Há apenas uma infecção confirmada na França até o momento; também está hospitalizada em estado grave a idosa que viajava no navio de cruzeiro MV Hondius, que vivenciou o surto.
- O paciente zero foi o holandês Leo Schipelroord, de 70 anos, que morreu dez dias após embarcar no MV Hondius em Ushuaia, em 1º de abril; ele e a esposa visitaram áreas da Argentina onde a hantavirose é endêmica.
Mais de 20 franceses expostos ao hantavírus estão hospitalizados, segundo autoridades francesas. O Ministério da Saúde informou nesta quarta-feira (13) que 22 pessoas identificadas como contatos permanecem sob observação médica por pelo menos 14 dias. A ação visa monitorar evolução da doença.
Os casos de contato devem ser testados com regularidade, alinhados a diretrizes da OMS. Segundo o governo, o protocolo específico para esses indivíduos está sendo preparado e deve ser divulgado em breve.
Para atender a recomendações de vigilância, testes são realizados a cada dois dias, conforme o infectologista Yazdan Yazdanpanah, do hospital Bichat‑Claude‑Bernard, em Paris. Também permanece internada, em estado grave, uma idosa relacionada ao surto a bordo do navio MV Hondius.
Estoque de máscaras e contexto epidemiológico
O governo francês informou que, em caso de propagação, há estoque suficiente de máscaras para pelo menos três meses. A capacidade de produção anual é estimada entre 2,6 e 3,5 bilhões de unidades, suficiente para enfrentar uma pandemia semelhante ao Covid-19, segundo nota oficial.
Ainda segundo o documento, não há epidemia de hantavírus em território nacional e apenas uma infecção foi confirmada na França, com transmissão consideravelmente menor que a Covid‑19. Especialistas destacam que o hantavírus se comporta de forma diferente, com surtos ligados a ambientes específicos.
Paciente zero e lições da experiência
O paciente zero é o holandês Leo Schipelroord, de 70 anos, que morreu dez dias após embarcar no MV Hondius, em Ushuaia, no dia 1° de abril. O casal de holandeses visitou áreas da Argentina onde a hantavírus é endêmica, incluindo um aterro sanitário em Ushuaia.
Casos na Argentina antiquampos de transmissão e isolamento demonstram eficácia de medidas de controle. Em Epuyén, em 2018, 34 pessoas foram contaminadas, com 11 mortes. Estudos indicam que isolamento rápido reduziu a transmissão, mantendo seguros os profissionais de saúde.
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