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Mais de 20 franceses expostos ao hantavírus permanecem hospitalizados

Mais de 20 franceses expostos ao hantavírus seguem hospitalizados e sob observação por pelo menos 14 dias, com testes frequentes em andamento

Foto ilustrativa, feita em estúdio da AFP em Paris em 11 de maio de 2026, de frascos com adesivos mencionando “hantavírus”.
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  • Vinte e duas pessoas identificadas como “casos de contato” por exposição ao hantavírus estão, no momento, hospitalizadas na França, sob observação por pelo menos quarenta e dois dias (14 dias segundo o protocolo).
  • Os contatos devem ser testados hoje, e o governo prepara um protocolo específico; os testes devem ocorrer a cada dois dias, conforme recomendações da Organização Mundial da Saúde.
  • A França mantém estoque de máscaras suficiente para enfrentar o provável cenário de propagação por no mínimo três meses, com capacidade de produção estimada entre 2,6 e 3,5 bilhões de máscaras por ano.
  • Há apenas uma infecção confirmada na França até o momento; também está hospitalizada em estado grave a idosa que viajava no navio de cruzeiro MV Hondius, que vivenciou o surto.
  • O paciente zero foi o holandês Leo Schipelroord, de 70 anos, que morreu dez dias após embarcar no MV Hondius em Ushuaia, em 1º de abril; ele e a esposa visitaram áreas da Argentina onde a hantavirose é endêmica.

Mais de 20 franceses expostos ao hantavírus estão hospitalizados, segundo autoridades francesas. O Ministério da Saúde informou nesta quarta-feira (13) que 22 pessoas identificadas como contatos permanecem sob observação médica por pelo menos 14 dias. A ação visa monitorar evolução da doença.

Os casos de contato devem ser testados com regularidade, alinhados a diretrizes da OMS. Segundo o governo, o protocolo específico para esses indivíduos está sendo preparado e deve ser divulgado em breve.

Para atender a recomendações de vigilância, testes são realizados a cada dois dias, conforme o infectologista Yazdan Yazdanpanah, do hospital Bichat‑Claude‑Bernard, em Paris. Também permanece internada, em estado grave, uma idosa relacionada ao surto a bordo do navio MV Hondius.

Estoque de máscaras e contexto epidemiológico

O governo francês informou que, em caso de propagação, há estoque suficiente de máscaras para pelo menos três meses. A capacidade de produção anual é estimada entre 2,6 e 3,5 bilhões de unidades, suficiente para enfrentar uma pandemia semelhante ao Covid-19, segundo nota oficial.

Ainda segundo o documento, não há epidemia de hantavírus em território nacional e apenas uma infecção foi confirmada na França, com transmissão consideravelmente menor que a Covid‑19. Especialistas destacam que o hantavírus se comporta de forma diferente, com surtos ligados a ambientes específicos.

Paciente zero e lições da experiência

O paciente zero é o holandês Leo Schipelroord, de 70 anos, que morreu dez dias após embarcar no MV Hondius, em Ushuaia, no dia 1° de abril. O casal de holandeses visitou áreas da Argentina onde a hantavírus é endêmica, incluindo um aterro sanitário em Ushuaia.

Casos na Argentina antiquampos de transmissão e isolamento demonstram eficácia de medidas de controle. Em Epuyén, em 2018, 34 pessoas foram contaminadas, com 11 mortes. Estudos indicam que isolamento rápido reduziu a transmissão, mantendo seguros os profissionais de saúde.

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