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Navio russo pode ter afundado com reator nuclear rumo à Coreia do Norte

Investigação aponta possível transferência de tecnologia nuclear entre Rússia e Coreia do Norte após o naufrágio do Ursa Major, elevando tensões

O cargueiro russo Ursa Major em imagem divulgada durante a viagem que terminou com o naufrágio no Mediterrâneo
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  • O cargueiro russo Ursa Major afundou no Mar Mediterreâneo em dezembro de 2024, a cerca de 100 quilômetros da costa da Espanha, conforme investigação da CNN em 2026 que aponta suspeitas de transferência de tecnologia militar entre Moscou e Pyongyang.
  • O capitão informou às autoridades que o navio transportava componentes para dois reatores nucleares semelhantes aos usados em submarinos, sem confirmação de combustível nuclear.
  • A viagem teve início em Ust-Luga, na Rússia, em 11 de dezembro de 2024, com destino a Vladivostok; documentos descreviam tampas metálicas grandes, 129 contêineres vazios e dois guindastes, mas imagens sugerem contêineres no interior do casco.
  • A hipótese de envio de carga para a Coreia do Norte ganhou força após Pyongyang divulgar imagens de seu primeiro submarino nuclear; analistas dizem que, se for verdadeiro, seria um movimento estratégico significativo de Moscou.
  • Os destroços estão a cerca de 2.500 metros de profundidade; não há evidência pública de contaminação radioativa; EUA interceptaram voos de reconhecimento para detecção de resíduos nucleares; Rússia, Espanha e outras autoridades não se manifestaram de forma conclusiva.

O cargueiro russo Ursa Major afundou no Mar Mediterrâneo após explosões registradas perto da costa da Espanha, em dezembro de 2024. A investigação da CNN, divulgada em 12 de maio de 2026, aponta mistérios sobre sabotagem, atuação militar na região e possível destino para a Coreia do Norte. O naufrágio ocorreu a cerca de 100 km da costa espanhola.

O navio, também conhecido como Sparta 3, partiu de Ust-Luga, no Golfo da Finlândia, em 11 de dezembro de 2024. Segundo o manifesto de carga, o destino seria Vladivostok. Documentos indicavam 2 tampas metálicas industriais, 129 containers vazios e 2 guindastes Liebherr; porém imagens sugerem contêineres posicionados no casco.

A embarcação cruzou pela costa francesa e foi monitorada pela marinha portuguesa durante o trajeto, sendo escoltada por dois navios russos, o Ivan Gren e o Aleksandr Otrakovsky.

Explosão e naufrágio

Na manhã de 22 de dezembro, a marinha portuguesa encerrou o acompanhamento. Horas depois, o Ursa Major reduziu a velocidade em águas espanholas. Em 23 de dezembro, o navio pediu socorro e sofreu três explosões no lado direito, perto da casa de máquinas.

Dois tripulantes morreram, o segundo mecânico Nikitin e o mecânico Yakovlev. Quatorze sobreviventes foram resgatados pelo Salvamar Draco e levados a Cartagena, na Espanha. Um helicóptero espanhol e a tripulação de apoio naval auxiliaram nas buscas. A Rússia ordenou que barcos mantivessem distância da área.

A explosão final ocorreu após o socorro inicial. A Espanha registrou quatro assinaturas sísmicas, compatíveis com explosões no fundo do mar. Às 23h10, o Ursa Major foi declarado afundado. Testemunhas e autoridades descreveram dificuldade de acesso aos destroços.

Carga nuclear

Os sobreviventes foram interrogados em Cartagena. O capitão afirmou receio de falar sobre a carga por possíveis represálias. O governo espanhol mencionou que ele confirmou transportar “componentes de 2 reatores nucleares” sem confirmar combustível nuclear. A CNN informou o capitão como Igor Anisimov, que negou vínculos com o navio.

A investigação questiona a rota escolhida para transportar apenas guindastes, contêineres vazios e tampas metálicas, sugerindo que a carga poderia ter finalidade sensível. Analistas sugerem que, se houver reatores ativos, seria improvável transportar combustível nuclear.

Suspeita de envio à Coreia do Norte

Fontes apontam que a carga poderia ter destino norte-coreano. Pyongyang divulgou imagens de seu primeiro submarino nuclear, o que elevou especulações sobre cooperação tecnológica com a Rússia. Analistas ressaltam que o compartilhamento de tecnologia nuclear envolve decisões entre aliados próximos.

A investigação aponta que os reatores, possivelmente VM-4SG de submarinos Delta IV, teriam pouca evidência para confirmação definitiva. Autores ressaltam que a Coreia do Norte é aliada estratégica da Rússia, com histórico de cooperação militar.

Acompanhamento internacional

A Espanha estima profundidade dos destroços em cerca de 2.500 metros e considera inviável a recuperação da caixa-preta com recursos atuais. O governo espanhol e parlamentares discutem o andamento das investigações e o paradeiro da caixa- preta.

Relatos indicam que aeronaves militares americanas WC-135R sobrevoaram a área após o naufrágio para coletar resíduos nucleares. O Pentágono não comentou. Autoridades russo e espanholas não responderam a pedidos de posição sobre o caso.

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