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Premiê húngaro sinaliza afastamento do Kremlin após ataque de drones na Ucrânia

Novo governo húngaro convoca embaixador russo após ataque de drones, sinalizando afastamento de Moscou e pressão por fim do conflito

Péter Magyar says his government ‘strongly condemns’ the latest Russian attack, a massive barrage of 800 drones, and that his foreign minister will speak with Russia’s ambassador on Thursday. Photograph: Robert Hegedus/AP
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  • O novo governo da Hungria, chefiado por Péter Magyar, convocou o embaixador russo após um grande ataque de drones perto da fronteira, sinalizando uma mudança em relação à relação próxima do país com Moscou.
  • Magyar afirmou que o governo condena fortemente o ataque e que o ministro das Relações Exteriores vai conversar com o embaixador russo na quinta-feira pela manhã.
  • O ataque envolveu cerca de oito centenas de drones, atingindo cerca de vinte regiões da Ucrânia e mirando infraestrutura crítica; drones teriam entrado até pela Bielorrússia.
  • Os governadores de duas regiões russas vizinhas à Ucrânia, frequentemente visadas por ataques, deixaram seus cargos; os substitutos foram apresentados pelo Kremlin.
  • O governo russo restringiu a divulgação de fotos e vídeos de supostos ataques terroristas, em meio a medidas para conter informações não verificadas.

O primeiro-ministro húngaro Péter Magyar informou que o seu governo convocou o embaixador russo para pedir esclarecimentos, após um grande ataque com drones próximo à fronteira com a Hungria. Magyar afirmou que o ataque é uma mudança significativa em relação à posição anterior do país em relação a Moscou e condenou firmemente o ocorrido. O ministro das Relações Exteriores planeja a reunião com o embaixador russo na quinta-feira pela manhã. O governo anterior, removido neste mês, havia bloqueado ajuda a Ukraine e havia buscado dificultar a adesão de Kyiv à UE.

Mudança de postura na Hungria

Magyar disse ainda que perguntará quando Vladimir Putin pretende “encerrar de uma vez este conflito sangrento”. A declaração ocorreu durante entrevista aos jornalistas, em meio às titulações de responsabilidades por ataques aéreos na região. O premiê ressaltou que a prioridade é a segurança nacional e a resposta diplomática ao incidente.

Contexto regional

Na mesma semana, a Rússia realizou mais de 800 ataques com drones em cerca de 20 regiões da Ucrânia durante o dia. Observadores ucranianos detectaram múltiplas salvações de drones, incluindo entradas por Belarus, com foco em infraestruturas críticas. Em resposta, a Polônia informou ter acionado caças como medida preventiva.

Repercussões políticas e institucionais

Paralelamente, governadores de duas regiões fronteiriças da Rússia anunciaram demissões, com substituições anunciadas pelo Kremlin. Entre os nomes indicados estão um veterano com alta condecoração e um especialista em atuação bancária, assumindo regiões de Belgorod e Bryansk, respectivamente. Em Kursk, o governador anterior foi desligado e enfrentava acusações de corrupção.

Perspectivas de apoio a Kyiv

Nos Estados Unidos, apoiadores de um projeto de lei para ajudar a Ucrânia e sancionar a Rússia alcançaram um marco que pode viabilizar uma votação intermediária no plenário da Câmara. A iniciativa busca aprovar mais de US$ 1 bilhão em ajuda securitária e liberar até US$ 8 bilhões em empréstimos, com assinatura pública de apoio de parlamentares.

Limites à divulgação de informações na Rússia

Autoridades de Moscou restringiram a publicação de fotos e vídeos sobre ataques terroristas, incluindo ataques com drones. A medida visa evitar a divulgação de informações consideradas não confiáveis, segundo um portal oficial. A restrição envolve veículos de comunicação, indivíduos e serviços de emergência.

Cooperação regional de defesa

Líderes de 14 países aliados enfatizaram a necessidade de fortalecer defesas aéreas diante de violações de espaço aéreo na região leste da OTAN. O grupo também pediu maior cooperação para ampliar a capacidade industrial de defesa, citando incidentes com drones que alcançaram espaço aéreo de países como Romênia,Polônia e Estados Bálticos. Moscou nega objetivar países da OTAN.

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