- Três pastores batistas foram mortos a tiros em Manipur, na Índia, enquanto voltavam de uma conferência da Convenção Batista Unida, na quarta-feira, 13 de maio.
- As vítimas foram o reverendo Vumthang Sitlhou, Kaigoulun Lhouvum e Paogoulen Sitlhou; quatro outros líderes ficaram feridos, no distrito de Kangpokpi.
- Os ataques foram realizados por criminosos não identificados; os religiosos eram membros da Associação Batista Thadou Índia (TBAI).
- A Evangelical Fellowship India pediu investigação célere, atendimento médico aos feridos e proteção às comunidades afetadas.
- O contexto envolve um aumento de perseguição a cristãos na Índia nos últimos dez anos, com quase cinco mil incidentes registrados; o país ocupa a 12ª posição na Lista Mundial da Perseguição 2026.
Três pastores batistas foram mortos a tiros enquanto voltavam de uma conferência na Índia, nesta quarta-feira, em Manipur. O grupo retornava de uma reunião da Convenção Batista Unida quando ocorreu a emboscada, no distrito de Kangpokpi. Não identificados até o momento, criminosos foram responsáveis pelo ataque.
Segundo a Evangelical Fellowship India, os falecidos foram o reverendo Vumthang Sitlhou, o pastor Kaigoulun Lhouvum e o pastor Paogoulen Sitlhou, membros da Associação Batista Thadou Índia. Além das mortes, pelo menos quatro líderes ficaram feridos.
O incidente ocorreu na cidade de Churachandpur, em Manipur, quando os veículos dos pastores foram atacados. As vítimas estavam retornando de um evento religioso e atuavam como líderes comunitários na região.
Aumento da perseguição
Líderes cristãos na Índia relatam um aumento significativo de violência e perseguição contra a comunidade cristã desde 2014. Dados do United Christian Forum indicam quase 5.000 incidentes ao longo da última década.
O relatório também aponta 834 casos de violência contra cristãos em 2024, contra 139 em 2014, além de mais de 21 mortos entre 2016 e 2020. Leis anti-conversão são citadas como ferramenta de criminalização de orações e ações sociais.
A Índia figura em 12º lugar na Lista Mundial da Perseguição 2026 da Portas Abertas. Organizações locais destacam clima de impunidade, com cerca de 93% dos incidentes sem punição por ações policiais ou retaliação.
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