- Donald Trump chegou a Pequim com um grupo de empresários, para uma reunião bilateral com o presidente Xi Jinping e agenda mais curta do que na primeira visita, em 2017.
- A pauta envolve guerra no Irã, o tarifaço americano e a possibilidade de novos acordos comerciais entre os dois países, em meio a um possível clima de rivalidade controlada.
- Analistas apontam que a China passou de uma posição de maior exposição na relação para uma postura mais assertiva, após a escalada de tarifas entre os dois países.
- O governo chinês tem usado medidas para proteger a economia, como restrições a matérias-primas e aumento do uso do yuan em transações internacionais.
- A desdolarização está em curso: a China reduziu a participação em títulos dos Estados Unidos, de cerca de US$ 1 trilhão para aproximadamente US$ 700 bilhões, buscando diversificar reservas e reduzir dependência do dólar.
Donald Trump chegou à China acompanhado de um grupo de empresários para uma visita oficial, iniciada em Pequim. A estreia ocorreu em meio a tensões comerciais e choques diplomáticos. A agenda inclui encontros com o presidente Xi Jinping e eventos de natureza econômica.
Na chegada, o Air Force One foi recebido com honras e seguiu para o Grande Salão do Povo, onde está prevista a reunião bilateral com Xi. A viagem ocorre oito anos após a primeira visita de Trump ao país, em 2017, com formato mais restrito.
A visita ocorre em meio a disputas comerciais entre Washington e Pequim, com tarifas e medidas de retaliação que se estenderam por meses. O objetivo declarado é explorar novas possibilidades de acordo comercial e ampliar o comércio bilateral.
China e Estados Unidos são os dois principais parceiros comerciais do Brasil, o que torna a viagem relevante para o cenário brasileiro. A Apex e o Ministério da Agricultura também acompanham a missão para promover exportações brasileiras.
Perspectivas e impactos
Analistas destacam que o encontro pode manter a “rivalidade controlada” entre as nações, evitando escaladas, mas sem sinalizar consenso imediato. A maior parte das negociações recente foi marcada por tréguas condicionadas.
Espera-se que Trump trate de questões como tarifas, guerra no Irã e avanços em possíveis acordos comerciais. A China tem adotado ações para diversificar suas parcerias e reduzir dependência do dólar, sob pressão de políticas americanas.
A administração chinesa aponta que a relação com os EUA evolui para um equilíbrio entre cooperação econômica e competição geopolítica. Especialistas ressaltam que o cenário global influencia o ritmo das negociações.
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