- O Vaticano informou que a Fraternidade São Pio X pode ser excomungada caso prossiga com a ordenação de novos bispos em julho sem autorização do papa Leão XIV.
- O cardeal Víctor Fernández classificou a possível ordenação como grave ofensa a Deus e afirmou que geraria excomunhão automática.
- A Fraternidade São Pio X é um movimento ultraconservador que rejeita reformas do Concílio Vaticano II, defende missa em latim e contesta a separação entre fé e Estado; hoje tem cerca de 700 sacerdotes e centenas de milhares de fiéis, mas apenas dois bispos.
- Sem novos bispos, a fraternidade perde capacidade de ordenar sacerdotes e corre o risco de desaparecer no longo prazo; é considerado um dos maiores testes do pontificado de Leão XIV.
- A relação entre o Vaticano e o grupo é marcada por décadas de tensão; o fundador Marcel Lefebvre foi excomungado em 1988 por ordenar bispos sem autorização papal, e Bento XVI buscou reconciliação posteriormente.
O Vaticano informou nesta quarta-feira que a Fraternidade São Pio X pode ser excomungada caso siga adiante com planos de ordenar novos bispos sem autorização do papa. A cerimônia de consagração seria realizada em julho, segundo anúncio do grupo ultraconservador, com sede na Suíça.
A Santa Sé descreveu a possível ordenação como uma cisma, ruptura formal com o pontífice e a Igreja. O cardeal Victor Fernández declarou que a medida seria uma grave ofensa a Deus e implicaria excomunhão automática.
Confronto entre Vaticano e Fraternidade São Pio X
A Fraternidade São Pio X rejeita várias reformas do Concílio Vaticano II, mantém a liturgia em latim e critica o papel do Estado na fé. Hoje conta com cerca de 700 sacerdotes, centenas de milhares de fiéis e apenas dois bispos, o que explica o temor de ampliar a estrutura sem autorização papal.
O histórico de relacionamento entre as partes é marcado por tensões. O fundador do grupo, Marcel Lefebvre, foi excomungado em 1988 após ordens episcopais sem consentimento. Em décadas posteriores, houve tentativas de reconciliação sob papas distintos.
Segundo a doutrina católica, quem ordena sem autorização do papa incorre em excomunhão, assim como o bispo ordenante e o ordenado. O Vaticano reiterou que somente o papa tem autoridade para autorizar a consagração de bispos.
Entre na conversa da comunidade