- Donald Trump chegou à China e foi recebido por Xi Jinping com honras de Estado no Grande Salão do Povo, em cerimônia com banda militar.
- A visita, nove anos após a última passagem de um presidente americano à China (2017), ocorre em um momento de pausa na guerra comercial entre os dois países.
- Trump viaja com uma comitiva de empresários para discutir comércio, Taiwan e a guerra no Irã, com reunião bilateral a portas fechadas seguida de almoço de trabalho.
- Um dos temas é a possibilidade de prorrogar ou ajustar acordos comerciais; a China adiou por um ano medidas de restrição a exportações de terras raras.
- A relação econômica entre EUA e China segue complexa: empresas migraram parte da produção para a Ásia, enquanto Estados Unidos restringem chips e a China controla minerais estratégicos; as exportações de soja dos EUA caíram significativamente em 2025.
A China recebeu Donald Trump em Pequim, nove anos após a última visita de um presidente americano ao país. O encontro com Xi Jinping ocorreu nesta semana, em um contexto de distensão na guerra comercial e de tensão com o Irã. A recepção ocorreu na Praça da Paz Celestial, com cerimônia de boas-vindas e hino americano.
Trump chegou ao aeroporto de Pequim no fim de tarde, vindo de Washington, com uma delegação empresarial de peso. Entre os presentes estavam CEOs de empresas como Nvidia, Apple, Tesla e Boeing, além de executivos de bancos. A comitiva participa de reuniões que devem discutir comércio, tecnologia e política externa.
Após a cerimônia, os dois líderes manterão uma conversa bilateral a portas fechadas, seguida de almoço de trabalho. A agenda também prevê visita ao Templo do Céu, com banquete de Estado ao final do dia. A viagem acontece em meio a tensões com o Irã e a guerra de tarifas.
Panorama econômico e geopolítico
O esforço de distensão entre EUA e China ocorre em meio a mudanças relevantes: várias empresas migraram parte da produção para a Ásia e Europa, e a China implementou restrições a minerais estratégicos. A capacidade de cooperação permanece central para o equilíbrio global.
As negociações de 2025 já haviam resultado em uma suspensão temporária da guerra comercial, com Xi adiando medidas de retaliação. Analistas destacam que o posicionamento de Pequim pode influenciar prazos de tarifas e acordos de tecnologia nos próximos meses.
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