- O secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, afirmou que esperava grandes pedidos da Boeing durante a visita de Donald Trump à Pequim.
- Ele citou também possíveis compras da China em energia e produtos agrícolas, além de áreas não estratégicas para investimentos nos EUA.
- Segundo Bessent, autoridades dos dois países discutiram a criação de um “conselho de comércio” para reger o comércio bilateral e de um “conselho de investimento” para áreas não sensíveis.
- O secretário rebateu a ideia de que Trump busca US$ 1 trilhão em investimentos da China.
- Trump disse a Xi Jinping que quer abrir a China e reequilibrar a relação comercial; segundo Bessent, o objetivo é equilibrar o comércio, seja por menos importações chinesas ou mais exportações para a China.
O secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, afirmou nesta quinta-feira (14) que espera ver anúncios de grandes pedidos chineses de aeronaves Boeing durante a visita do presidente Donald Trump a Pequim, como parte de um esforço para ampliar as exportações para a China. A declaração ocorreu no contexto de negociações entre as duas maiores economias do mundo.
Bessent disse, em entrevista gravada para a CNBC, que as conversas também podem incluir compras de energia e de produtos agrícolas, além de áreas não estratégicas onde a China poderia investir nos Estados Unidos. O objetivo é ampliar o comércio bilateral de forma equilibrada.
Elementos de governança comercial
Ele informou que autoridades dos dois países discutiram a criação de um conselho de comércio para reger o intercâmbio entre China e EUA, e a implementação de um conselho de investimento voltado a áreas não sensíveis. Os acordos não foram detalhados, mas visam facilitar operações comerciais.
O secretário negou que haja perspectiva de um investimento chinês que chegue a cerca de 1 trilhão de dólares, afirmando que não há base para esse valor. Segundo ele, o objetivo é reduzir desequilíbrios comerciais através de ganhos para ambos os lados.
Trump relatou a Xi Jinping a intenção de abrir a economia chinesa e reequilibrar a relação comercial entre os dois países. Em resposta, Bessent informou que o foco permanece no equilíbrio do relacionamento comercial.
Concluiu que o objetivo é equalizar o comércio, seja através de reduzir as importações da China ou de aumentar as vendas norte-americanas para o país asiático. A estratégia é apresentada como uma forma de ampliar o comércio bilateral sem mudança abrupta de regras.
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