- Autoridades chinesas alteraram a transliteração do sobrenome de Marco Rubio nos registros da viagem; ele passou a ser identificado como “Marco Lu”.
- A mudança permitiu a entrada do secretário de Estado dos EUA na China para o encontro entre Donald Trump e Xi Jinping, sem suspender formalmente as sanções contra Rubio.
- As sanções contra Rubio permanecem válidas em outros contextos, mesmo com a nova grafia durante a visita.
- A China adotou a nova grafia pouco antes de Rubio assumir o cargo de secretário de Estado, em janeiro de 2025, e sinalizou flexibilidade para a cúpula com Trump em Pequim, em março.
- Rubio, ex-senador da Flórida e crítico da China, foi punido em 2020 por críticas a Hong Kong e aos abusos atribuídos à minoria uigura em Xinjiang.
O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, ingressou na China com a grafia alterada de seu sobrenome para facilitar a viagem, apesar das sanções vigentes. A manobra diplomática ocorreu durante a visita oficial para o encontro entre Donald Trump e Xi Jinping.
Autoridades chinesas revisaram a transliteração do sobrenome nos documentos da viagem, escrevendo a sílaba “Ru” de Rubio com um caractere mandarim diferente. Assim, Rubio passou a figurar como Marco Lu em registros ligados ao deslocamento. As sanções permanecem válidas em outros contextos.
O governo chinês e a imprensa estatal adotaram a nova grafia pouco antes de Rubio assumir o cargo de secretário de Estado, em janeiro de 2025. Em março, o Ministério das Relações Exteriores sinalizou disposição para flexibilizar restrições caso ele participasse de uma cúpula com Trump em Pequim.
Detalhes da mudança e contexto
As sanções impostas a Rubio remontam a 2020, quando ele criticou a repressão em Hong Kong e denúncias de abusos contra a minoria uigur em Xinjiang. Rubio também apoiou a Lei de Prevenção do Trabalho Forçado Uigur, aprovada pelos EUA em 2021.
A legislação norte-americana exige comprovação de que produtos de Xinjiang não foram produzidos com trabalho forçado. Rubio afirmou que empresas americanas não poderiam ser cúmplices de violações de direitos humanos atribuídas ao governo chinês.
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