- A rede elétrica de Cuba sofreu um colapso parcial no início da manhã de quatorze de maio, atingindo principalmente o leste da ilha.
- A energia foi cortada em toda a região leste, com restauração parcial para serviços essenciais, mas grande parte de Cuba a leste de Camagüey, incluindo Santiago de Cuba, ficou praticamente sem eletricidade.
- A crise ocorre em meio ao calor do verão, com a população enfrentando apagões de vinte horas ou mais por dia, inclusive na capital, Havana.
- Os testes de combustível agravaram a situação após o bloqueio dos Estados Unidos, com a Venezuela e o México cortando remessas de petróleo.
- Protestos generalizados ocorreram em Havana, temendo estragos em estoques de alimentos congelados e sono difícil, enquanto a ONU qualificou o bloqueio como ilegal e prejudicial a direitos básicos.
A rede elétrica de Cuba sofreu um colapso parcial na manhã desta quinta-feira, 14 de maio, segundo a operadora UNE. O blecaute atingiu principalmente o leste do país, interrompendo serviços essenciais em várias regiões.
Ao longo da manhã, houve recuperação parcial para alguns serviços críticos, mas grande parte de Cuba a leste de Camagüey, incluindo Santiago de Cuba, permaneceu sem energia. A situação gerou desconforto entre a população.
A ilha, com quase 10 milhões de habitantes, enfrenta cortes de energia há meses, agravados pelo calor do verão. A maioria da população já sofre com quedas de luz de 20 horas ou mais por dia.
Os apagões intensificaram-se desde janeiro, após a ameaça de tarifas de combustível por parte dos EUA a nações que fornecem combustível a Cuba. Venezuela e México reduziram remessas desde então.
O ministro de Minas e Energia atribuiu a falta de combustível ao bloqueio dos EUA, destacando que a ilha ficou sem óleo combustível e diesel, essenciais para a rede elétrica. As autoridades citam impacto do embargo para a crise.
Protestos generalizados em Havana e em outras cidades surgiram na noite de quarta-feira, com pessoas reagindo às quedas de energia que já chegaram a 24 horas ou mais em alguns bairros. Moradores temem a perda de alimentos congelados e privação de sono.
Para além das manifestações, a Organização das Nações Unidas considerou o bloqueio de combustível ilegal, afirmando que ele dificulta o desenvolvimento cubano e compromete direitos básicos como alimentação, educação, saúde e água.
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