- Delegação dos EUA liderada pelo diretor da CIA, John Ratcliffe, reuniu-se com autoridades cubanas no Ministério do Interior, em Havana.
- A CIA informou ter transmitido uma mensagem do presidente Donald Trump de que o país está aberto a cooperação econômica e de segurança se Cuba fizer mudanças funcionais.
- Cuba afirmou à delegação que não representa ameaça à segurança dos Estados Unidos e que busca ampliar a cooperação entre as agências de aplicação da lei.
- Um avião do governo dos EUA foi visto no Aeroporto Internacional de Havana e decolou na tarde desta quinta-feira, em meio a tensões entre os dois países.
- A crise energética em Cuba persiste, com apagões amplos e reservas de combustível quase esgotadas, em meio ao bloqueio americano; Washington ofereceu 100 milhões de dólares em ajuda, condicionada à distribuição via Igreja católica.
O governo de Cuba informou nesta quinta-feira (14) que uma delegação dos Estados Unidos, liderada pelo diretor da CIA, John Ratcliffe, reuniu-se com autoridades cubanas no Ministério do Interior, em Havana. A reunião ocorreu no contexto de cooperação em temas de segurança e aplicação da lei.
A CIA declarou ter transmitido uma mensagem do presidente Donald Trump indicando disposição para dialogar em questões econômicas e de segurança, caso Cuba implemente mudanças funcionais. Ainda não foram detalhadas as propostas discutidas durante o encontro.
Segundo o Cubadebate, Ratcliffe manteve reunião com o equivalente cubano e ambas as partes sinalizaram interesse em ampliar a cooperação bilateral entre agências de segurança. Cuba afirmou que não representa ameaça à segurança dos EUA nem há razões para incluí-la na lista de países que patrocinam o terrorismo.
A passagem de uma aeronave do governo dos EUA pelo Aeroporto Internacional de Havana foi registrada no mesmo dia. Testemunhas observaram a aeronave deixar o local na tarde desta quinta-feira, com passageiros a bordo. A movimentação ocorre em meio a tensões entre Washington e Havana.
Dias antes, o presidente americano indicou que Washington e Havana poderiam manter conversas, em meio ao agravamento das tensões bilaterais. A declaração surge em meio à crise energética que afeta Cuba, com apagões frequentes e pressão sobre o abastecimento de combustível.
Cuba enfrenta, desde o fim de janeiro, um bloqueio energético imposto pelos EUA. O país tem sido atingido por interrupções no fornecimento, culminando, nesta quarta-feira, no anúncio de que as reservas de combustível estão esgotadas, conforme o ministro da Energia e Minas, Vicente de la O Levy.
Ao mesmo tempo, o governo cubano avaliava a oferta de ajuda dos EUA no valor de 100 milhões de dólares. O chanceler Bruno Rodríguez ressaltou que a aceitação dependeria de que a distribuição fosse feita por meio da Igreja Católica, a critério do governo cubano.
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