- Nesta quinta-feira, 14 de maio, cortes de energia atingiram 70% do território cubano, com apagões na capital Havana entre 20 e 22 horas.
- Na terça-feira anterior, os cortes atingiram 65% do território, em meio à escassez de combustível que afeta a geração elétrica.
- O ministro da Energia, Vicente de la O Levy, afirmou que todas as reservas de petróleo enviadas pela Rússia se esgotaram; restaria apenas gás proveniente de poços, cuja produção tem aumentado.
- A geração de energia depende de sete usinas termelétricas envelhecidas, com falhas frequentes e necessidade de manutenção.
- Protestos em bairros de Havana ocorreram com batidas de panelas; o regime atribui a crise ao bloqueio energético dos Estados Unidos e menciona uma oferta de ajuda de 100 milhões de dólares, a ser distribuída pela Igreja Católica.
Na tentativa de manter o fornecimento de energia, Cuba segue enfrentando cortes generalizados após o esgotamento das reservas de combustível. O governo reconheceu que o petróleo enviado pela Rússia já acabou, agravando a crise.
Nesta quinta-feira 14/5, cortes atingiram 70% do território cubano. Na capital Havana, apagões chegam a durar entre 20 e 22 horas. A interrupção prolongada já era observada no início da semana.
Cuba vinha sofrendo com déficit de geração de energia devido à escassez de combustível. Na terça-feira, cortes simultâneos atingiram 65% do país, segundo informações de autoridades e redes de monitoramento.
Declaração do governo e cenário energético
O ministro da Energia, Vicente de la O Levy, afirmou que todas as reservas de petróleo enviadas pela Rússia se esgotaram. Segundo ele, não há óleo combustível nem diesel disponíveis no momento, restando apenas gás proveniente dos poços nacionais.
A produção de energia depende de sete usinas termelétricas, muitas com mais de 40 anos, que apresentam avarias frequentes ou ficam fora de operação para manutenção. A situação de hoje está ligada à falta de combustível para as usinas.
Reação da população e desdobramentos
Moradores de bairros de Havana relataram protestos discretos contra os cortes, com panelaços e apelos por iluminação. Em Playa, distrito da cidade, houve pedidos para acender as luzes. Em San Miguel del Padrón, moradores descrevem noites sem energia que afetam idosos e serviços básicos.
Durante os protestos, jornalistas da Reuters observaram retorno gradual da energia em áreas que já tinham manifestações, seguidos de dispersão do grupo. A população afirma não se tratar de questão política, mas de necessidade básica.
Contexto diplomático e respostas oficiais
O regime atribui a crise à alegação de bloqueio energético imposto pelos Estados Unidos, caracterizando-o como uma punição econômica. Autoridades cubanas destacam que a situação se agrava desde o início de 2024, com escassez de suprimentos e pouca navegação de navios-tanque.
O Secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, manteve a oferta de ajuda de 100 milhões de dólares, condicionada à distribuição por meio de instituições religiosas, conforme informou o país. O governo cubano disse estar aberto a cooperação, desde que haja boa fé e objetivos transparentes.
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