- Protestos em Havana na noite de quarta-feira, com ruas bloqueadas e panelaços, em meio aos maiores apagões das últimas décadas provocados pelo embargo dos EUA.
- O Ministério de Energia e Minas informou que houve desconexão do sistema elétrico entre as regiões de Ciego de Ávila e Guantánamo, e que trabalha para restabelecer o serviço.
- O ministro das Relações Exteriores, Bruno Rodríguez, disse que Cuba está aberto a ouvir a proposta de ajuda dos EUA no valor de US$ 100 milhões, sujeita a condições.
- O ministro da Energia e Minas, Vicente de la O Levy, afirmou que não há combustível (óleo) nem diesel, e que a rede nacional opera em estado crítico, com cortes de até vinte a vinte e duas horas por dia.
- Desde a ordem de Trump, poucos fornecedores enviaram combustível; apenas um petroleiro russo entregou petróleo bruto desde dezembro, proporcionando alívio temporário em abril.
Dois terços da capital cubana, Havana, viveram uma noite de protests contra os apagões que atingem a ilha. Os dados indicam que diversas vias ficaram bloqueadas com pilhas de lixo em chamas, e moradores bateram panelas para pedir luz. A concentração foi maior em bairros periféricos.
Ao longo da noite, multidões pacíficas se formaram em vários pontos da cidade, com relatos da Reuters de que essa foi a maior manifestação desde o início da crise energética. Não houve registro oficial de violência generalizada, mas a pressão popular aumentou.
O governo cubano confirmou dificuldades de fornecimento de combustível em meio ao embargo dos EUA. O ministro das Relações Exteriores, Bruno Rodríguez, sinalizou abertura para análise de uma ajuda de US$ 100 milhões, condicionada a detalhes de implementação.
Progresso e dificuldades na resposta
O Ministério de Energia informou que houve desconexão de entre regiões-chave, agravando a crise na distribuição. A equipe técnica trabalha para restabelecer o serviço, enquanto o país avalia importações sob condições de sanções.
Moradores relatam dificuldades diárias causadas pela escassez de diesel, óleo combustível e medicamentos, com quedas de energia que chegam a 20 a 22 horas por dia em bairros como Playa. O governo diz buscar fornecedores apesar das restrições.
O ministro Vicente de la O Levy afirmou que o país não tem reservas de combustível e descreveu o estado da rede como crítico. Há expectativa sobre novos acordos de abastecimento, em meio a preços globais elevados decorrentes de conflitos regionais.
Autoridades cubanas destacam que Venezuela e México não enviaram combustível após as ameaças de tarifas, e que apenas um cargueiro russo entregou petróleo bruto desde dezembro, ajudando de forma pontual. A crise continua afetando serviços públicos essenciais.
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