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Cubanos protestam em Havana em meio a nova onda de apagões

Havana enfrenta nova onda de apagões e protestos, com a rede em estado crítico e escassez de combustível agravada pelo embargo dos EUA

Cubanos põem fogo em pilha de lixo para protestar apagão de várias horas em Havana na noite de quarta-feira (13/05)
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  • Protestos tomaram Havana na noite de quarta-feira por causa dos maiores apagões em décadas, em meio a escassez energética causada pelo bloqueio naval dos EUA.
  • Centenas de cubanos bloquearam vias, com lixo em chamas, batendo panelas e gritando slogans; a Reuters mostrou grupos pacíficos em vários bairros.
  • Em alguns locais, a energia voltou e houve comemoração, mas as forças de segurança ficaram à margem, sem intervir muito.
  • O ministro da Energia e Minas afirmou que o país ficou sem diesel e óleo combustível, e que a rede elétrica está em estado crítico, sem reservas.
  • Autoridades dizem que Cuba segue buscando importação de combustível, apesar do bloqueio; apenas um grande petroleiro russo entregou petróleo bruto desde dezembro.

O protesto ocorreu em Havana durante uma onda de apagões que afetam a cidade e a ilha. Milhares de cubanos foram às ruas na noite de quarta-feira, em bairros periféricos, para exigir o fornecimento de energia. A escassez é associada ao bloqueio naval imposto pelos EUA, que reduz o abastecimento de combustível.

Centenas de moradores bloquearam vias com pilhas de lixo em chamas, bateram panelas e clamaram por eletricidade. A Reuters acompanhou marcas de manifestantes pacíficos em diferentes pontos da capital, marcando a maior noite de protestos na cidade desde o início da crise energética.

Segundo relatos locais, houve retorno parcial de energia em alguns bairros, levando à dispersão de parte das pessoas. A polícia esteve presente, porém atuou de forma contida, sem intervenções generalizadas.

Contexto da crise e combustível

O ministro de Energia e Minas, Vicente de la O Levy, afirmou que o país ficou sem diesel e óleo combustível, descrevendo a rede como em estado crítico. Anunciou que muitos distritos tiveram quedas de energia entre 20 e 22 horas diárias.

O governoCubano afirmou que negocia a importação de combustível apesar do bloqueio, mas elevadas cotações globais de petróleo complicam o processo. O país recebeu apenas um grande carregamento de petróleo bruto desde dezembro, aliviando parcialmente a situação em abril.

Contexto internacional e impactos

O bloqueio dos EUA, agora em seu quarto mês, é apontado como principal fator da atual escassez. Nações Unidas classificaram o embargo como ilegal, destacando impactos na alimentação, educação, saúde e saneamento. Cuba segue buscando alternativas para reduzir os apagões.

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