- Marco Rubio afirmou à NBC News que a política dos EUA sobre Taiwan permanece inalterada, após a reunião entre Trump e Xi.
- Xi Jinping alertou que a questão de Taiwan pode levar a um confronto ou a um conflito armado se mal administrada.
- Os EUA não reconhecem Taiwan formalmente, mas são o principal apoio militar da ilha.
- Trump defendeu que a defesa de Taiwan seja responsabilidade de Taipé e mencionou aumentar o gasto militar para 10% do PIB, mantendo ambiguidade estratégica.
- Pequim condenou o pacote de armas de 11 milhões de dólares anunciado pelos EUA para Taiwan, dizendo que isso mina a soberania chinesa.
O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, afirmou nesta quinta-feira (14) que a política americana sobre Taiwan permanece inalterada. A declaração foi dada à NBC News após encontro entre o presidente dos EUA, Donald Trump, e o líder chinês, Xi Jinping, em que Xi alertou sobre riscos de confronto caso a questão da ilha seja mal gerida.
Segundo Rubio, as diretrizes dos EUA sobre Taiwan não sofreram mudanças e mantêm consistência ao longo de distintas administrações, incluindo a atual. A posição destaca que Washington não reconhece Taiwan formalmente como país, mas oferece apoio militar à ilha, posição que já vem sendo debatida há anos.
Pacote de armas
Paralelamente, o governo chinês tem pressionado Washington a suspender o pacote de armas de US$ 11 bilhões para Taiwan, anunciado em dezembro. Se efetivado, esse será o maior acordo bilateral de defesa entre as duas nações durante o governo Biden. O bloqueio envolve sistemas de artilharia de alta mobilidade e obuseiros com propulsão automática.
O comércio de armas é visto como avanço estratégico para Taiwan, que busca modernizar suas forças e manter capacidade de dissuasão. Taipei agradeceu a decisão, afirmando que reforça a defesa da ilha e a capacidade de resposta a eventuais ameaças.
Reação da China
A China criticou o acordo, dizendo que a venda compromete sua soberania e integridade territorial. O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores afirmou que apoiar a independência pela força não terá sucesso e que Washington estaria provocando tensões na região. Beijing mantém linha de que Taiwan é parte inseparável de seu território.
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