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EUA dizem ter destruído 90% da força militar iraniana

Comando Central dos Estados Unidos afirma que ataques destruíram cerca de 90% da base industrial de defesa do Irã, reduzindo significativamente suas capacidades

Brad Cooper, comandante do Centcom. (Foto: CRISTOBAL HERRERA-ULASHKEVICH/EFE/EPA)
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  • O almirante Brad Cooper, chefe do Comando Central dos Estados Unidos, disse em audiência no Senado que os ataques degradaram a capacidade militar do Irã e destruíram cerca de 90% de sua base industrial de defesa.
  • Segundo Cooper, Teerã hoje tem capacidade de ataque muito moderada, ainda pode ameaçar vizinhos e o tráfego no Estreito de Ormuz, mas em menor escala.
  • Cooper não detalhou números de mísseis, drones ou embarcações, citando sigilo; os EUA afirmaram estar prontos para responder a novos ataques.
  • Relatórios de inteligência indicam que o Irã ainda mantém parte relevante de capacidades em mísseis, drones e pequenas embarcações, mantendo pressão na região e sobre a navegação no Golfo Pérsico.
  • O Centcom afirma ter atingido todos os objetivos militares, degradando drones, mísseis e capacidade naval, fracturando o comando e controle e interrompendo o apoio do Irã a aliados como Hezbollah, Houthis e Hamas, sem entrar em detalhes sobre Ormuz ou estoques de urânio.

Ataques dos EUA contra o Irã degradaram sua capacidade militar, afirmam autoridades. Segundo o almirante Brad Cooper, chefe do Centcom, cerca de 90% da base industrial de defesa foi destruída. Cooper falou em audiência no Senado.

Ainda segundo Cooper, o Irã não representa hoje o mesmo nível de ameaça para os EUA e para seus parceiros na região. A capacidade de ataque é descrita como moderada, ou até pequena, mas o país ainda tem meios para ameaçar vizinhos e o tráfego no Estreito de Ormuz.

Cooper disse que não detalha números de mísseis, drones e navios por serem informações sigilosas. Ele afirmou que os EUA estão prontos para responder a qualquer novo ataque.

Capacidade remanescente e impactos regionais

Relatórios de inteligência citados por veículos indicam que parte relevante de mísseis, drones e pequenas embarcações permanece, mantendo pressão no Golfo Pérsico.

O Centcom afirma que os ataques alcançaram os objetivos militares definidos pelo Pentágono. Cooper afirmou que houve degradação de drones, mísseis e capacidades navais, além de fragilização do comando e controle e redução do programa espacial.

Segundo o chefe militar, os bombardeios também enfraqueceram a capacidade do Irã de abastecer seus aliados no Oriente Médio, prejudicando as rotas de apoio ao Hezbollah, aos houthis e ao Hamas. A avaliação ocorre em meio a um cessar-fogo frágil.

Durante a audiência, Cooper não respondeu sobre como reabrir completamente o Estreito de Ormuz, garantir estoques de urânio ou encerrar o conflito nos termos desejados por Washington.

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