- Um especialista afirma que a famosa suposta autorretratos de J. M. W. Turner impressa nas notas de £20 não é autorretrato; pode ter sido pintada por John Opie, gerando dúvidas sobre a atribuição e possíveis consequências legais para a Tate.
- O novo ministro da Cultura da Hungria, Zoltán Tarr, disse que pretende restabelecer a liberdade de expressão e reformar o financiamento cultural para tornar o setor mais transparente e meritocrático.
- A management do governo de Donald Trump avança com a construção de um Arco do Triunfo controverso, usando contrato existente de serviços na Casa Branca; a construção de um salão de baile também já tem andamento acima do solo.
- Uma pintura em miniatura de Friedrich III, do período de Lucas Cranach, foi devolvida às Coleções Estatais de Dresden, na Alemanha, após não ter sido vista desde a Segunda Guerra Mundial.
- Lançamento de um livro com fotografias de Patti Smith e Robert Mapplethorpe em apartamentos do Chelsea Hotel, registrado pelo fotógrafo Albert Scopin e publicado pela Kerber Verlag.
The jornal digital apresenta uma compilação de novidades no mundo da cultura, artes e política pública. Um especialista contesta a atribuição de uma imagem de JMW Turner a ele próprio, enquanto na Hungria o novo ministro da Cultura, Zoltán Tarr, sinaliza mudanças para ampliar a liberdade de expressão. Em Washington, a administração Trump avança com obras simbólicas no entorno da Casa Branca.
Em nível histórico, o retrato de Turner, presente em notas de £20, tem gerado controvérsia. James Hamilton, pesquisador de Turner, sustenta que a obra nunca foi autêntica autopictura do artista e aponta que a peça pode ter sido criada por John Opie, de modo semelhante a uma pintura de um jovem Turner. Três correntes seguem a avaliação: a obra seria de Opie, seria retratada por Turner ou haveria debate sobre a assinatura. A Tate, entretanto, mantém a peça sob o enquadramento de Turner até nova conclusão.
Na Hungria, o governo recém-formado sob Peter Magyar nomeou Zoltán Tarr como ministro da Cultura. Tarr afirma que pretende restabelecer a liberdade de expressão e tornar o financiamento cultural mais transparente, rompendo com práticas de favorecimento. A fala ocorreu no contexto da transição democrática após a vitória da coalizão de Magyar, que prometeu mudanças pró-UE e abertura institucional. Tarr citou a necessidade de diálogo e criticou políticas anteriores pela supressão de dissentimento.
No setor de museus e patrimônio, um caso em Paris envolve crimes de bilheteira ligados ao Louvre, com a detenção de um ex-funcionário e acusações contra outras pessoas. A investigação envolve desvio de mais de 10 milhões de euros. Fontes da AFP e do Le Monde acompanham o caso, com desdobramentos ainda em curso.
Em Dresden, a State Art Collections recebeu de volta uma pequena pintura de Friedrich III, da década de 1490, de Lucas Cranach, que não era vista desde a Segunda Guerra Mundial. A obra retorna aos acervos oficiais, ampliando o conjunto de Cranach disponível para o público europeu.
Em Nova York, uma exposição de retratos de artistas e figuras marginalizadas ganhou nova dimensão com a publicação de um livro pela Kerber Verlag, destacando imagens feitas entre 1969 e 1971 no Chelsea Hotel por Albert Scopin, com registro de Patti Smith e Robert Mapplethorpe.
Por fim, Espanha planeja uma grande celebração para marcar o bicentenário de Francisco de Goya. A restauradora de destaque Andrea San Valentin ressalta que a igreja neoclássica de San Antonio de la Florida, em Madrid, recebeu uma restauração que devolve cores originais aos afrescos retratando Saint Anthony de Padua. O mausoléu de Goya permanece sem o crânio, peça que continua sem solução histórica.
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