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Irã exige cooperação de navios no estreito de Hormuz após apreensão de navio

Irã cobra cooperação de navios no estreito de Hormuz após apreensão de embarcação perto de Fujairah, elevando tensões e censuras internacionais

Cargo ships in the Gulf near the strait of Hormuz in March.
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  • O chanceler iraniano, Abbas Araghchi, afirmou que navios que entram no estreito de Hormuz devem cooperar com a marinha do Irã, em meio a relatos de uma embarcação apreendida fora de Fujairah, nos Emirados Árabes Unidos.
  • A Organização Marítima do Reino Unido disse que o navio foi apreendido por “pessoal não autorizado” enquanto estava ancorado próximo ao sul da entrada do estreito.
  • Araghchi disse ainda, durante reunião do Brics, que o estreito continua aberto ao comércio, desde que haja cooperação com as forças navais iranianas; criticou ações dos EUA e de Israel.
  • O Conselho de Segurança da ONU discute uma resolução (em apoio à posição do Irã) que condena o bloqueio iraniano, com ao menos cento e dez países co-patrocinando uma iniciativa liderada por Bahrein e EUA.
  • Foi reportada uma acordo entre Irã e China que permite que muitos cargueiros sigam pelo estreito, com custo estimado na casa de 1 dólar por barril, sinalizando aceitão de mudanças nas regras de trânsito no corredor estratégico.

O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, afirmou que navios que entrarem no estreito de Hormuz devem cooperar com a Marinha iraniana, após relatos de que uma embarcação foi apreendida perto de um porto dos Emirados Árabes Unidos e levada em direção às águas iranianas. A informação sobre a apreensão foi divulgada pela UK Maritime Trading Organisation, que citou intervenção de pessoal não autorizado.

Araghchi, que estava na Índia para uma reunião do bloco Brics, garantiu que o estreito permanece aberto a navios comerciais, desde que haja cooperação com as forças navais iranianas. O ministro também disse, durante o encontro, que a cooperação com Israel não assegura a proteção dos Emirados Árabes Unidos.

O Irã tem mantido o estreito de Hormuz, que já foi responsável por cerca de um quarto do fornecimento mundial de petróleo e gás, em grande parte fechado desde o início das ofensivas militares lideradas pelos EUA e por Israel. Nesta semana, os EUA impuseram contramedidas a portos iranianos, aumentando tensões na região.

Contexto regional

Durante a reunião do Brics, Araghchi acusou os EUA de instaurarem o bloqueio e pediu condenação às ações de Washington e de Israel. Ele defendeu que a instabilidade regional é prejudicial a todas as partes, incluindo os supostos agressores, e chamou os Brics a emitir posicionamentos firmes contra violações do direito internacional.

Paralelamente, a ONU discute uma resolução apresentada pelos EUA e Bahrein que condena o bloqueio iraniano e pede a cessação de ataques a navios e a remoção de minas. A proposta já foi objeto de veto por parte de Rússia e China em 7 de abril, e enfrenta resistência entre outros membros do Conselho de Segurança.

O Irã anunciou também tratar de um acordo com a China para facilitar o trânsito de cargueiros pelo estreito, com custos estimados em cerca de 1 dólar por barril. A China aceitara regras de navegação alteradas, segundo relatos, o que sustenta a expectativa de maior passagem de navios sob condições ajustadas.

A controvérsia envolve ainda uma ofensiva diplomática com potências regionais, incluindo uma carta conjunta de seis Estados do Golfo ao Conselho de Segurança, pedindo que o Irã seja impedido de impor regras ou tarifas que prejudiquem a navegação internacional. Oman não assinou o documento.

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