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Juiz dos EUA determina retorno de colombiana deportada à RDC

Juiz federal ordena retorno de colombiana deportada à Estados Unidos, após RDC recusar acolhimento por falhas no atendimento médico

Homem de cabelo loiro e terno escuro com gravata amarela está em ambiente interno com parede clara e candelabro dourado aceso ao fundo.
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  • Juiz federal dos EUA determinou que o governo devolva Adriana Maria Quiroz Zapata, colombiana de 55 anos, deportada para a República Democrática do Congo.
  • A DR Congo havia recusado receber a imigrante por ausência de condições de atendimento médico adequadas; Zapata tem diabetes, hiperlipidemia e hipotireoidismo.
  • A decisão sustenta que o envio da mulher à RDC pode ter violado a lei, já que o país não aceitava a deportação.
  • O caso é comparado a episódio similar envolvendo Kilmar Abrego Garcia, deportado por engano para El Salvador; o juiz citou esse precedente na decisão.
  • O governo tem até a noite de sexta-feira (15) para informar as medidas para trazê-la de volta aos Estados Unidos; o DHS não comentou o caso.

Um juiz federal dos EUA determinou, na quarta-feira (13), que o governo provavelmente violou a lei ao deportar Adriana Maria Quiroz Zapata, colombiana de 55 anos, para a República Democrática do Congo em abril, apesar de o país ter recusado recebê-la. A ordem determina que a mulher seja trazida de volta aos Estados Unidos.

Zapata foi deportada após o Congo negar a acolhida por razões médicas. Ela enfrenta diabetes, hiperlipidemia e hipotireoidismo, condições que, segundo sua advogada, impediriam atendimento adequado no país africano. O DHS não se posicionou oficialmente até o momento.

A decisão foi comunicada ao The New York Times pela advogada da mulher, sem registro público disponível. O ICE e o Departamento de Estado estão sob pressão da Casa Branca para localizar destinos possíveis para migrantes deportados que não possam retornar aos seus países de origem.

O governo dos EUA tem buscado acordos com países dispostos a aceitar migrantes deportados. Embora o Congo tenha aceitado alguns casos, recusou-se a receber Zapata por questões de saúde, conforme documentos judiciais citados pela imprensa.

Zapata fugiu de violência doméstica na Colômbia, alegando ter sido estuprada e agredida por um ex-companheiro próximo à polícia colombiana. A mulher estava hospedada em um hotel próximo a Kinshasa quando a decisão foi proferida.

Em 2025, tribunal de imigração dos EUA já havia determinado que Zapata não poderia ser devolvida ao país de origem, por provável risco de tortura. Ela permanece em Kinshasa, em hotel, junto com outros 14 deportados pelo governo Trump, segundo relatos de imprensa.

O juiz que ordenou a retirada da deportação, Richard J. Leon, indicou que o retorno para a RDC pode ter sido ilegal e citou casos anteriores de erros judiciais envolvendo deportações. A autoridade federal pediu que o governo informe, até a noite de sexta-feira (15), as medidas para repatriá-la aos EUA.

Contexto jurídico e institucional

  • A decisão destaca os limites legais sobre deportações para países que não aceitam os imigrantes.
  • As autoridades de imigração devem equilibrar questões humanitárias com políticas migratórias.
  • O DHS não comentou oficialmente o desfecho até o fechamento desta edição.

A situação levanta debates sobre a prática de devoluções e a necessidade de acordos humanitários estáveis para migrantes que não podem retornar a seus países de origem. As próximas semanas deverão esclarecer o andamento do caso e eventual retorno de Zapata aos EUA.

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