- Mbappé disse à Vanity Fair que o crescimento do partido de Marine Le Pen é catastrófico e que atletas devem expressar suas opiniões.
- Membros do Reunião Nacional, liderado por Le Pen, reagiram; o presidente do RN, Jordan Bardella, alfinetou o jogador nas redes sociais.
- Le Pen afirmou à RTL que não se preocupa com a influência de Mbappé na votação dos torcedores, reiterando que são livres para escolher.
- O porta-voz do RN, Julien Odoul, destacou que Mbappé não deveria se tornar ativista político e deve representar a população sem polarizar.
- Analista ressalta que a ofensiva contra Mbappé é arriscada, dada a queda de popularidade do jogador, enquanto Marcus Thuram já criticou o extremismo de direita.
A crise política envolvendo o futebol francês ganhou novos contornos nesta semana. Mbappé, capitão da seleção francesa, criticou a ascensão do conservadorismo no país em entrevista à Vanity Fair, chamando o crescimento da extrema direita de preocupante. O alvo principal foi o partido de Marine Le Pen, o Reunião Nacional (RN).
Em resposta, membros do RN passaram a reagir publicamente. O tema foi discutido após a publicação e ganhou espaço nas redes sociais, com ataques velados ao jogador por causa da escolha de clubes na carreira.
Le Pen afirmou, em entrevista à RTL, que a frustração de Mbappé por não ver o RN vencer não deve influenciar torcedores, ressaltando que manter o voto livre é essencial. A fala foi interpretada como desestímulo à participação do atleta na polarização política.
Reações do RN
Julien Odoul, porta-voz do RN, disse que Mbappé não deveria atuar como ativista político e que é responsabilidade do jogador representar a população de forma neutra.
O cientista político William Thay, do think tank Le Millénaire, avaliou que a ofensiva contra Mbappé pode ter efeitos mistos: ajuda a acirrar o debate, porém pode expor o jogador a danos de imagem pela exposição.
Ainda segundo Thay, a queda na popularidade de Mbappé, associada à recente saída do PSG e ao rendimento desigual no Real Madrid, torna o momento sensível para ataques públicos a uma das principais estrelas do esporte francês.
Contexto adicional
Mbappé já não é o primeiro atleta a se posicionar contra o conservadorismo na França. Marcus Thuram, companheiro de seleção, comentou publicamente sobre o combate ao extremismo de direita, destacando uma atuação contínua nesse tema.
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