- Protestos em Havana, na noite de 13, ocorreram em meio aos maiores apagões em décadas, após o bloqueio dos Estados Unidos que deixou a ilha sem combustível.
- Centenas de cubanos bloquearam vias com lixo em chamas, bateram panelas e pediram “Acendam as luzes!”, marcando a maior noite de protestos na cidade desde o início da crise energética.
- A energia voltou em alguns bairros, mas o ministro da Energia e Minas disse que Cuba está sem diesel e óleo combustível, com a rede elétrica em estado “crítico” e quedas de até 20 a 22 horas diárias.
- O país segue tentando importar combustível apesar do embargo; México e Venezuela não enviaram petróleo desde a ordem de Trump, e apenas um grande petroleiro russo entregou petróleo bruto desde dezembro.
- A ONU classificou o bloqueio como ilegal, afirmando que ele dificulta o direito do povo cubano a alimentação, educação, saúde, água e saneamento.
Por volta da noite de 13 de abril, protestos tomaram ruas de Havana, Cuba, em meio a apagões significativos. A mobilização ocorreu em bairros periféricos, com relatos de bloqueio de vias, fogo em montes de lixo e bateção de panelas. A agitação foi marcada pela presença de centenas de manifestantes, que pediam restauração de energia.
Segundo testemunhos de moradores, os cortes de energia haviam se intensificado desde janeiro, agravando a vida de milhões de cubanos. A Reuters acompanhou atos pacíficos em diferentes pontos da capital, apontando para a maior onda de protestos desde o início da atual crise elétrica.
A queda de fornecimento está ligada a restrições de combustíveis impostas pelo bloqueio dos Estados Unidos, que envolve embargo e riscos de tarifas para fornecedores. Associados ao governo afirmam que a ilha enfrenta dificuldades para importar combustível suficiente.
Entre os afetados, moradores de Havana relataram longos períodos sem luz, chegando a mais de 40 horas sem energia em alguns bairros. Em parte dos locais, a energia retornou momentaneamente, gerando reações de alívio que logo deram lugar a novos apagões.
O ministro de Energia e Minas de Cuba informou que o país ficou sem diesel e sem óleo combustível, classificando a rede elétrica como crítica. Ele indicou que não há reservas e que os apagões seguem em alta frequência, com bairros da capital chegando a ficar sem energia por até 22 horas diárias.
O governo cubano afirmou continuar buscando importação de combustível apesar das dificuldades. Segundo o ministro, Cuba está aberta a fornecedores, mas o ambiente internacional elevou o custo do petróleo e do transporte, dificultando acordos.
Até o momento, nem México nem Venezuela, tradicionais fornecedoras, enviaram combustível desde a ordem de Trump que ameaçou tarifas. Apenas um grande petroleiro russo entregou petróleo bruto a Cuba desde dezembro, em um impulso limitado.
As críticas internacionais à restrição de combustível surgem em meio a tensões em torno do embargo. Na semana passada, autoridades da Organização das Nações Unidas classificaram o bloqueio como ilegal, afirmando que ele restringe direitos básicos como alimentação, saúde e educação.
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