- Donald Trump passou o primeiro dia da cúpula em Pequim envolvido em cerimônia formal e elogiou a China, descrevendo-a como “bonita” e mostrando comportamento mais contido do que costuma ter em democracias ocidentais.
- Xi Jinping parece ter a palavra final nas negociações, com Trump fazendo elogios públicos, enquanto Xi alerta sobre Taiwan, dizendo que mal conduzida a situação pode levar a choque entre os dois países.
- Em atendimento aos repórteres, Trump não respondeu a perguntas sobre Taiwan durante a viagem de avião nem em redes sociais, mantendo um discurso mais neutro.
- No banquete de estado, Trump manteve tom contido; Xi propôs fortalecer a relação, e Trump convidou Xi para Os EUA em setembro. A refeição teve cardápio de fusão culinária, incluindo frutos do mar, pato de Beijing e tiramisu.
- A comitiva norte-americana incluiu empresários e personalidades da tecnologia; a viagem ocorre em meio a objetivos de resgate de popularidade de Trump e possíveis compras de aeronaves pela Boeing, além de discutir questões iranianas e comerciais.
O presidente dos EUA, Donald Trump, chegou a Pequim para a cúpula com o líder chinês Xi Jinping. Durante o primeiro dia, o tom foi de cerimônia rígida e cordial, com Trump elogiando a beleza da China e evitando embates relacionados a Taiwan.
Na chegada, Trump saiu do carro oficial, ajeitou o paletó e participou de uma apresentação pública de rituais militares na Praça da Paz Celestial. A cerimônia contou com banda marcial, tropas em formação e uma salva de 21 tiros.
Durante a recepção, o casal Xi-Trump cumprimentou-se com aperto de mão firme e um calor discreto, enquanto turistas e jornalistas observavam a cena sob forte protocolo. Trump expressou satisfação com o encontro.
Encontro e protocolo
Ao longo de duas horas de reunião, as delegações se assentaram a uma mesa ampliada para discutir temas de interesse mútuo. Trump fez elogios a Xi, afirmando ser honrado em chamá-lo de amigo e reconhecendo a parceria entre os dois países.
Xi Jinping sinalizou cautela com relação a Taiwan, destacando que, se mal administrada, a situação pode levar a choques entre as duas nações. O tom foi de alerta sobre o status quo regional e as consequências para a relação sino-americana.
Ao final do encontro, Trump foi convidado a participar de um jantar de estado. Seu discurso foi contido, com provocações moderadas, e incluiu um convite a Xi para visita aos EUA em setembro. O cardápio contou com pratos adaptados ao paladar norte-americano.
Entorno e participantes
Entre os convidados estavam figuras de diferentes setores, incluindo empresários de tecnologia e figuras da esfera pública. Tim Cook, Jensen Huang e Elon Musk marcaram presença, acompanhados por familiares e assessores. Eric Trump acompanhou o evento, reforçando vínculos familiares no contexto internacional.
O encontro ocorre em meio a apostas sobre avanços comerciais, questões de segurança regional e políticas de combate a iran, raça tecnológica e IA. Analistas destacam que o objetivo é manter um canal aberto com Xi, mesmo diante de divergências.
A cobertura enfatiza o papel de Xi como figura dominante na pauta, com Trump adotando postura mais contida do que em encontros com democracias ocidentais. A cúpula é vista como oportunidade para sinalizar cooperação, sem avanços significativos em reformas estruturais.
Fonte: reportagens sobre a visita de Trump a Beijing, com foco no tom institucional e nos desdobramentos diplomáticos.
Entre na conversa da comunidade