- Trump volta à China pela primeira vez desde 2017, em meio a tensões da segunda guerra comercial entre EUA e China, com tarifas e sanções em foco.
- Em 2017, a visita incluiu secretários de Estado e Comércio e uma comitiva de CEOs; foram assinados acordos que totalizaram mais de US$ 250 bilhões, e a China se comprometeu a comprar US$ 200 bilhões em produtos americanos até 2021.
- Não houve avanços em Hong Kong, Taiwan ou direitos humanos; a pandemia de Covid-19 e o tom agressivo de Trump sobre o “vírus chinês” complicaram a relação.
- Recentemente, a China sofreu impactos logísticos devido a interrupções no transporte marítimo ligadas a tensões entre EUA e Iraque/ Irã, em meio a conflitos regionais.
- No campo comercial, Trump assinou ordens executivas para sancionar empresas e pessoas da China e elevou tarifas; sob Biden as tarifas permaneceram, mas com abordagem de cooperação e competição.
Donald Trump retorna à China pela primeira vez desde 2017, em meio a tensões que caracterizam uma fase de cessar-fogo na chamada segunda guerra comercial entre EUA e Pequim. A viagem ocorre em contexto de acertos parciais e contínuos atritos comerciais e políticos.
A relação entre as duas nações começou a se deteriorar em 2018, com tarifas e sanções recíprocas. Em 2017, a comitiva de Trump incluiu secretários de Estado e Comércio, além de CEOs de grandes empresas, visando ampliar acordos comerciais com a China.
Entre 2017 e 2021, os EUA chegaram a apoiar tarifas elevadas para produtos chineses, enquanto a China respondeu com tarifas sobre produtos americanos. A pandemia de Covid-19 e críticas de Trump ao que chamou de “vírus chinês” complicaram ainda mais o diálogo.
Pelo lado chinês, o transporte marítimo no Estreito de Ormuz e as tensões regionais influenciaram o cenário econômico global, com impactos indiretos sobre cadeias de suprimentos e comércio internacional.
No âmbito interno, a gestão Biden manteve pressão comercial, mas sem aprofundar o atrito existente. O governo promoveu políticas de incentivo à produção local, notadamente em semicondutores, mantendo o tom de cooperação estratégica com a China.
Análises apontam que, ao longo do período, o governo dos EUA intensificou as sanções e ampliou o uso de medidas administrativas para pressionar Pequim. Dados oficiais indicam a adoção de dezenas de ordens executivas com impacto direto na relação bilateral.
Especialistas destacam que a volatilidade da relação EUA-China demanda equilíbrio diplomático. Países da região acompanham com cautela para evitar escalada de tensões em Taiwan, mantendo negociações que não comprometam seu espaço estratégico.
As avaliações sugerem que o cenário atual busca manter estabilidade, evitar conflito aberto e preservar fluxos comerciais essenciais, enquanto Washington sinaliza firmeza em questões de segurança, direitos humanos e práticas comerciais.
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