- Mahmoud Abbas, no 78º aniversário da Nakba, afirmou que o povo palestino não pode ser ignorado e tem direito à autodeterminação, independência, retorno e soberania; o discurso foi lido pelo embaixador palestino nas Nações Unidas, Riyad Mansour.
- A ONU passou a reconhecer oficialmente a Nakba em 2023, lembrando as expulsões durante a criação do Estado de Israel; Abbas disse que comemorar é reconhecer uma injustiça histórica.
- O presidente também criticou o cessar-fogo em Gaza, considerando-o frágil e dizendo que a entrega de ajuda humanitária continua dificultada.
- Nassera, de 88 anos, é uma das poucas testemunhas vivas da Nakba e contou ter esperança de voltar à Palestina, mesmo com as dificuldades.
- A aldeia de Nassera, Karatya, hoje é uma cidade israelense a cerca de trinta quilômetros ao norte de Gaza; cerca de setecentos e cinquenta mil palestinos foram expulsos ou fugiram em mil 948.
O 78º aniversário da Nakba foi lembrado nesta sexta-feira (15) por autoridades palestinas, que destacaram o direito à autodeterminação, retorno e soberania. Mahmoud Abbas participou de discursos lidos por representantes na ONU, enfatizando a importância de reconhecer a injustiça histórica contra o povo palestino.
A data é lembrada pela fuga e expulsão de dezenas de milhares de palestinos na criação do Estado de Israel, em 1948. A ONU passou a celebrar oficialmente a Nakba desde 2023, por meio de uma resolução da Assembleia Geral.
**Discurso e contexto internacional**
Abbas afirmou que o povo palestino não pode ser ignorado e que ninguém além dele próprio pode definir seu futuro. O presidente ressaltou que a Nakba simboliza uma injustiça histórica e que o país tem direito à independência e ao retorno.
Ele também apontou fragilidade do cessar-fogo em Gaza, vigente desde outubro, sob pressão dos EUA. Segundo Abbas, a entrega de ajuda humanitária continua dificultada, e a situação geográfica de Gaza se agrava.
**Testemunhas vivas e memória**
Entre os relatos, Nassera, de 88 anos, é uma das poucas testemunhas remanescentes em Gaza. Ela mora em Nuseirat com a família e relembra a aldeia Karatya, hoje uma cidade israelense a cerca de 30 km ao norte de Gaza.
Nassera descreve que, em 1948, o pai possuía terras agrícolas e contratava trabalhadores, pagos com parte da colheita. A aldeia foi destruída posteriormente, levando ao êxodo de seus habitantes. Ela permanece com o status de refugiada.
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