- Ação internacional arquivada pela Pogust Goodhead, em nome de 18 mil brasileiros, devido a disputa sobre autorização para representar as vítimas.
- Navio Haidar afundou em seis de outubro de dois mil e quinze no porto Vila do Conde, em Barcarena, Pará, transportando cinco mil bois vivos; a maioria morreu afogada.
- Em trinta e um de agosto de dois mil e dezoito, vazou óleo e houve contaminação do rio Pará com cerca de setecentos e trinta mil litros de diesel, além de carcaças e feno.
- O navio permanece submerso e a retirada tem enfrentado atraso, com contratos fracassados, investigações e disputas de responsabilidade; uma nova licitação é aguardada após a multação da empresa envolvida.
- A ação internacional começou em dois mil e vinte, no Tribunal Superior Britânico, após a Salic (UK) Limited deter participação da Minerva, que solicitou o transporte das cabeças de gado; em dois mil e vinte e dois a Pogust afirmou ter autorização, e em dois mil e vinte e cinco solicitou a suspensão do caso para verificar a autorização.
A ação de indenização movida pela Pogust Goodhead, em nome de 18 mil brasileiros, foi arquivada na Inglaterra. O caso tratava do naufrágio do navio Haidar, em 6 de outubro de 2015, no porto de Vila do Conde, Barcarena, Pará. A intenção era responsabilizar a Salic (UK) Limited pela poluição e pelos prejuízos causados. A decisão encerra o processo por questões de autorização para representar as vítimas.
O Haidar transportava 5 mil bovinos vivos com destino à Venezuela. O navio afundou no porto, deixando a maioria dos animais muerta por afogamento. Em 2018, ocorreu o vazamento de óleo que contaminou o rio Pará com diesel, carcaças e feno, agravando danos ambientais e sociais.
A embarcação permanece submersa. A remoção não tem previsão e envolve disputas contratuais e investigações. A administração pública brasileira aponta falhas contratuais para retirada, levando o MPF a suspender acordos com a empresa Superpesa e a exigir nova licitação.
Situação internacional
Em 2020, a Pogust Goodhead pediu indenização por mais de 18 mil pessoas contra a Salic (UK) Limited. O processo tramita no Tribunal Superior Britânico, com base na participação da Salic na Minerva, dona da autorização do transporte.
A defesa da Salic sustenta que a Pogust não tinha poderes para representar os requerentes. A alegação foi apresentada pela primeira vez em agosto de 2021. A Pogust reconheceu autoridade em janeiro de 2022, mas pediu a suspensão do caso em novembro de 2025 para reavaliar a autorização.
Impactos ambientais e sociais
Ao longo dos dias e meses seguintes ao acidente, a resposta emergencial foi lenta. O óleo e as carcaças demoraram a ser removidos, ampliando a poluição do rio Pará. Comunidades de Barcarena e Abaetetuba enfrentaram dificuldades com água potável e mau cheiro persistente.
Barreiras de contenção foram instaladas, mas moradores relataram atraso nas ações de controle da contaminação. Parte da população recebeu água potável e cestas básicas logo após o naufrágio, enquanto pescadores e famílias que dependem do rio relataram prejuízos duradouros devido à contaminação.
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