- Brics encerrou a reunião de chanceleres na Índia sem declaração conjunta, em meio a desentendimentos sobre a guerra no Oriente Médio.
- A presidência divulgou apenas uma declaração que traz consensos e registra as divergências entre os membros.
- O chanceler iraniano, Abbas Araghchi, afirmou que o representante dos Emirados Árabes Unidos focou exclusivamente na guerra e nas respostas ao Estados Unidos em solo emiradense.
- O vice-chanceler dos Emirados Árabes Unidos, Khalifa Shaheen Al Marar, disse não ter aceitado as alegações do Irã e afirmou que o Irã continua ataques terroristas na região.
- Ficaram sem acordo dois pontos da possível declaração: Gaza como parte do Território Palestino Ocupado com defesa da unificação com a Cisjordânia e autodeterminação; e a garantia de liberdade de navegação no Mar Vermelho e no Estreito de Bab el-Mandeb, com apoio ao processo de paz no Iêmen e à solução diplomática regional.
O Brics encerrou nesta sexta-feira, 15/5, na Índia, a reunião de chanceleres sem uma declaração conjunta. O grupo divulgou apenas uma declaração oficial que consolida consensos e registra divergências. O impasse reflete tensões entre Irã e Emirados Árabes Unidos sobre a guerra no Oriente Médio.
Segundo informações confirmadas pela presidência indiana, o documento sintetiza acordos obtidos, mas aponta pontos em que houve discordância entre os membros. A reunião ocorreu no contexto de tensões regionais e pressões diplomáticas sobre ridas de conflito.
O chanceler iraniano, Abbas Araghchi, afirmou em entrevista que o representante dos Emirados Árabes Unidos, Khalifa Shaheen Al Marar, trouxe apenas a questão da guerra, sem outras perguntas relevantes, o que gerou críticas ao diálogo. O Irã justificou respostas dadas aos Estados Unidos em território emiradense como parte do debate.
Por outro lado, o vice-chanceler emiradense negou ter endossado as alegações do Irã e as justificativas para ataques atribuídos ao Irã. Ele ressaltou que o Irã continua a atacar Alia e outros países da região, em desrespeito a resoluções internacionais, segundo suas declarações.
Desentendimento no tema do Oriente Médio
Os ministros ressaltaram que a Faixa de Gaza é parte do Território Palestino Ocupado e defenderam a unificação da Cisjordânia com Gaza sob a Autoridade Palestina. Enfatizaram o direito à autodeterminação e a criação de um Estado palestino independente.
Questões sobre navegação e região do Iêmen
Os chanceleres destacaram a importância da liberdade de navegação no Mar Vermelho e no Estreito de Bab el-Mandeb, em conformidade com o direito internacional. Marcou-se a continuidade do diálogo diplomático para resolver causas do conflito, com foco no Iêmen e na crise humanitária.
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