- Xi Jinping usa a leitura de Mao Tsé-tung, especialmente o ensaio Sobre a Guerra Prolongada, para orientar a estratégia chinesa contra os Estados Unidos.
- Mao descreve uma luta em três fases — defesa inicial, impasse entre forças equivalentes e, por fim, contraofensiva vitoriosa — a qual Xi associa ao confronto sino-americano.
- A China afirma já ter passado da fase defensiva para a fase 2, fortalecendo manufatura, tecnologia, poder militar e influência diplomática, mesmo com economia em desaceleração.
- O objetivo de Xi é ganhar tempo, obter concessões dos EUA e reduzir tarifas, além de frear exportações tecnológicas americanas e suspender armas para Taiwan.
- China busca ampliar laços com Rússia, Sudeste Asiático, América Latina e o Sul Global para enfraquecer alianças dos EUA e contornar pressões americanas, enquanto Henrique Trump enfrenta prioridades diferentes.
Xi Jinping tem utilizado referências a Mao Tsé-tung para moldar a estratégia chinesa frente aos EUA, especialmente após a imposição de tarifas americanas sobre a China no último ano. A leitura de Mao aparece como guia para entender a resposta de Pequim a Washington e a busca por uma vitória estratégica de longo prazo.
O texto central é Sobre a Guerra Prolongada, de Mao de 1938, que descreve uma luta de longo prazo em três fases. Segundo a leitura oficial, a China venceria ao avançar de uma posição inicial fraca para uma contraofensiva final, com o tempo como aliado.
Líderes chineses afirmam que a China já superou a fase defensiva e entrou na segunda etapa, ampliando manufatura, tecnologia, poderio militar e influência diplomática, mesmo com desaceleração econômica e tensões com Washington.
Contexto histórico
Xi Jinping destacou a aplicabilidade do ensaio de Mao para responder aos desafios econômicos e estratégicos atuais, repetidamente citando a visão de uma disputa prolongada. Analistas dizem que o discurso reforça a narrativa de liderança de Pequim no cenário global.
A China tem fortalecido laços com Rússia, Sudeste Asiático, América Latina e o Sul Global, buscando contrabalançar os EUA. Em visitas internacionais, Pequim enfatiza a autonomia tecnológica e energética, bem como a menor dependência de parceiros ocidentais.
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