- Nos Brics em Índia, os Emirados Árabes Unidos acusaram o Irã de realizar ataques terroristas contra o país, em meio a divergências acentuadas pela guerra no Oriente Médio.
- O vice-chanceler emiradense, Khalifa Shaheen Al Marar, rejeitou as acusações iranianas e argumentou que o Irã continua atacando a região, apesar de resoluções internacionais.
- Al Marar também disse que o bloqueio parcial do Irã e ataques no Estreito de Ormuz representam pressão econômica e pirataria, em uma rota que movimenta cerca de 20% do petróleo mundial.
- O governo dos Emirados afirmou ter o direito de defender sua soberania e proteger seus cidadãos diante das ações iranianas.
- O chanceler iraniano Abbas Araghchi disse que os Emirados levaram o tema para a pauta do Brics, o que gerou atrito; ele afirmou que Teerã não buscava confrontar a reunião, mas precisou explicar a situação.
Os Emirados Árabes Unidos rejeitaram, durante a reunião de ministros das Relações Exteriores dos Brics na Índia, as acusações do Irã sobre atentados terroristas. O vice-chanceler Khalifa Shaheen Al Marar apresentou a defesa da delegação dos Emirados.
O texto oficial do Itamaraty dos Emirados cita que o Irã continua atacando os Emirados e outros países da região, mesmo após resoluções internacionais. Al Marar classificou os ataques iranianos como desrespeito à comunidade internacional.
O vice-chanceler afirmou que o bloqueio parcial do Irã e as agressões no Estreito de Ormuz configuram pressão econômica e, segundo ele, pirataria. A rota oferece cerca de 20% do petróleo mundial, com trânsito restrito.
Pano de fundo
O clima entre Irã e Emirados Árabes Unidos se deteriorou desde o início da guerra no Oriente Médio. Diversas ofensivas iranianas foram alegadas como resposta a ações de potências ocidentais na região.
Segundo autoridades iranianas, milhares de mísseis e drones teriam sido interceptados nos ataques que visaram instalações na região. Países afetados contestam a efetiva natureza dos alvos, destacando danos civis.
Antes do encontro, houve atrito sobre uma suposta viagem secreta do primeiro-ministro de Israel aos Emirados. O governo dos Emirados negou a visita, mas Teerã viu o episódio como sinal de alinhamento com EUA e Israel.
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