- O Departamento de Justiça dos Estados Unidos prepara possível indiciamento de Raúl Castro por morte de quatro pessoas na derrubada de dois aviões civis em 24 de fevereiro de 1996; o indiciamento precisaria de aprovação de grande júri.
- A notícia surgiu enquanto o diretor da CIA viajava para Cuba para reunião com autoridades de Havana; ainda não houve anúncio oficial.
- Raúl Castro, de 94 anos, deixou a liderança do Partido Comunista em 2021, encerrando mais de meio século no poder; ele comandou as Forças Armadas antes de ceder o cargo.
- A ação seria parte de uma campanha de pressão dos Estados Unidos contra Cuba, que inclui embargo de petróleo e sanções, em meio a tensões políticas entre os países.
- O incidente envolveu o grupo Exilado Irmãos pela Salvação (Brothers to the Rescue); Cuba afirma ter avisado sobre violações do espaço aéreo e vê as ações como resposta a ameaças.
O Departamento de Justiça dos EUA está preparando uma possível acusação criminal contra o ex-líder cubano Raúl Castro, com divulgação prevista nos próximos dias. A notícia acompanha uma viagem do diretor da CIA a Havana e o aumento da pressão dos EUA contra Cuba.
A acusação, ainda não anunciada, estaria relacionada ao derrubamento de dois aviões civis em 1996, durante a gestão de Raúl Castro como ministro das Forças Armadas. O caso envolve a organização Brothers to the Rescue, grupo de ativistas cubanos que atuava no resgate de migrantes e que já havia violado o espaço aéreo cubano.
Raúl Castro, com 94 anos, deixou a liderança do Partido Comunista em 2021, encerrando a dinastia familiar no poder por mais de meio século. Ele liderou Cuba por 15 anos após a renúncia do irmão Fidel. A expectativa de acusação ocorre em meio a uma ofensiva dos EUA que inclui embargo petrolífero e sanções amplas.
Contexto e desdobramentos recentes
A notícia sobre possíveis acusações acontece em meio a viagens diplomáticas, como a visita de alto escalão da CIA a Havana para tratar de segurança e economia. O objetivo oficial seria facilitar o diálogo, segundo fontes cubanas citadas por agências internacionais.
O governo cubano ainda não se pronunciou oficialmente sobre a acusação, mas autoridades locais destacaram a soberania do país e a continuidade de sua política externa, mesmo com pressões dos EUA. O petróleo continua a ser peça central do embate econômico entre os dois países.
A campanha de pressão dos EUA já incluiu medidas como restrições econômicas e sanções a setores energéticos, financeiros e de defesa em Cuba. Analistas observam que qualquer ação militar contra Raúl Castro geraria forte reação interna na ilha.
Contexto político e reação regional
A tensão se intensificou após relatos de encontros entre autoridades dos EUA e Cuba para discutir cooperação econômica e questões de segurança. Observadores apontam que a administração atual utiliza uma combinação de pressão econômica e retórica de força para tentar mudanças no governo cubano.
Especialistas destacam que, se ocorrer a acusação, dependerá do encaminhamento do caso por meio de um grande júri, que avalia a existência de causa provável para a denúncia. A situação é acompanhada com cautela por analistas regionais.
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