- EUA planejam indiciar Raúl Castro, segundo uma autoridade do Departamento de Justiça; a aprovação por grande júri ainda não está definida, mas o momento parece iminente.
- A acusação provável se concentraria na derrubada de aeronaves do grupo humanitário Brothers to the Rescue, em 1996, que resultou em mortes.
- O presidente Donald Trump não comentou o assunto; ele afirmou, em alguns momentos, que Cuba é a próxima após a prisão de Nicolás Maduro na Venezuela.
- As tensões entre Washington e Havana vêm aumentando, com o bloqueio dos EUA e cortes no combustível que provocaram apagões na ilha e impactos na economia.
- Cuba informou ter se reunido com o diretor da CIA, John Ratcliffe, que sinalizou disposição para dialogar sobre segurança econômica se o país fizer mudanças fundamentais.
Os Estados Unidos planejam indiciar Raúl Castro, ex-presidente cubano e irmão de Fidel, segundo uma autoridade do Departamento de Justiça. A acusação, ainda não definida, exige aprovação de um grande júri, e o prazo não ficou claro.
A linha central da possível ação envolve a derrubada de aeronaves, apontada pela fonte anônima. Em 1996, aviões do grupo humanitário Brothers to the Rescue foram abatidos, resultando em mortes.
Trump não comentou o assunto em entrevista a bordo do avião presidencial, após deixar Pequim. O assunto é tratado em meio a tensões crescentes entre Washington e Havana.
A administração norte-americana tem pressionado por mudança de regime em Cuba, com medidas que visam restringir suprimentos e ampliar pressão econômica. Revela-se, ainda, uma agenda de sanções contra países que apoiem Cuba.
Nesta semana, Cuba informou que encerrou reservas de diesel e óleo combustível, agravando apagões que deixaram parte da ilha sem energia desde a manhã de quinta-feira. O impacto econômico é alvo de controvérsia entre governos.
O caso ocorre num contexto de frustração de negociações entre EUA e Cuba. O Escritório do procurador do Distrito Sul da Flórida supervisiona possíveis acusações contra altos funcionários cubanos.
Autoridades cubanas confirmaram encontro com o diretor da CIA, John Ratcliffe, para discutir questões de segurança econômica. Ratcliffe indicou disposição para diálogo caso Cuba adote mudanças fundamentais.
O governo americano já utilizou acusações criminais contra figuras estrangeiras para justificar ações militares no passado. Em janeiro, após ataque à Venezuela, a Casa Branca descreveu a operação como cumprimento da lei.
Trump chegou a sinalizar, em março, que Cuba poderia ser o próximo objetivo após os eventos na Venezuela. A autoridade citada ressaltou que a acusação contra Raúl Castro seria centrada em atos de derrubada de aeronaves.
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