- A ex-nadadora Joanna Maranhão revelou que o filho, Caetano, de seis anos, foi alvo de xenofobia em uma escola em Potsdam, no leste da Alemanha.
- Um colega ameaçou chamar a polícia para deportar os pais da criança, deixando o menino aterrorizado com a ideia de ser separado da família.
- A professora informou que o pai do agressor apoia o AfD, partido de extrema-direita conhecido pela postura anti-imigração; a escola prometeu reforçar políticas antirracistas.
- Joanna levou bolinhos para toda a sala como gesto de acolhimento, enquanto segue preocupada com as interações entre as crianças.
- Em entrevista à BBC News, a ex-atleta disse que o papel da escola é oferecer um ambiente que proteja a criança e não a torne “um pequeno nazista”; ela aponta o componente racial no caso.
A ex-nadadora olímpica Joanna Maranhão revelou que o filho Caetano, de seis anos, foi alvo de xenofobia em uma escola em Potsdam, na Alemanha, onde a família vive há três anos e meio. Um colega ameaçou chamar a polícia para deportar os pais da criança, deixando o menino com medo de ser separado da família.
A professora da turma informou a Joanna que o pai do agressor apoia o AfD, partido de extrema-direita conhecido por postura anti-imigração. A escola informou que vai tratar o tema com os alunos e reforçar políticas antirracistas.
Caetano é filho de Joanna com o ex-nadador Luciano Corrêa. A família destaca que a situação tem componente racial, já que o pai é negro e a mãe, parda, e que o garoto não possui o fenótipo considerado típico no país.
Luciano Corrêa já enfrentou episódios de racismo na Alemanha e na Bélgica, onde o casal morou antes de chegar a Potsdam. Joanna Maranhão disputou quatro edições olímpicas: Atenas 2004, Pequim 2008, Londres 2012 e Rio 2016, conquistando oito medalhas no Pan.
Além da carreira esportiva, Joanna atua na defesa dos direitos humanos no esporte. Em 2008 revelou ter sido vítima de abusos por um ex-treinador, o que motivou leis voltadas à proteção de menores no Brasil.
A organização Sport & Rights Alliance, na qual Joanna participa, atua na defesa de direitos humanos no esporte mundial. Ela também tem sido voz ativa em debates sobre inclusão e combate ao racismo.
O episódio em Potsdam não é novo para a família, que já tratou de questões de preconceito em outros países. A escola alemã disse que o incidente será discutido com a turma e que serão reforçadas as ações antirracistas.
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