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Grupo de jornalistas processa Google por uso de vozes para treinar IA

Jornalistas processam Google nos EUA por usar vozes para treinar IA, alegando violação de publicidade e privacidade de dados biométricos; valor não divulgado

Yohance Lacour, vencedor do prêmio Pulitzer, participa de premiação nos EUA
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  • Um grupo de jornalistas, podcasters e locutores de audiobooks abriu um processo contra o Google em uma corte federal de Illinois, nos EUA, por uso de vozes para treinar sistemas de inteligência artificial.
  • Entre os autores da ação estão Yohance Lacour e Alison Flowers, vencedores do prêmio Pulitzer, conforme informações da Reuters.
  • O processo foi protocolado na segunda-feira, 11 de maio, e acusa o Google de usar gravações de milhares de horas para treinar o Google Assistant, o Gemini Livre e outros sistemas que reproduzem vozes humanas.
  • Os autores afirmam violação da lei estadual e de direitos de publicidade e privacidade de dados biométricos; o valor solicitado não foi especificado.
  • O Google não comentou o caso ao ser procurado pela Reuters.

Um grupo de jornalistas, podcasters e narradores de audiobooks entrou com uma ação contra o Google em uma corte federal de Illinois, nos EUA, para questionar o uso de suas vozes para treinar modelos de inteligência artificial. A ação foi protocolada na segunda-feira, 11 de maio, sob fundamento de uso indevido de gravações para o Google Assistant, Gemini Livre e outros sistemas que reproduzem vozes humanas. O objetivo é reparação pelos supostos danos e violação de direitos de publicidade e privacidade de dados biométricos.

O grupo afirma ter disponibilizado milhares de horas de declarações para o treinamento de IA sem consentimento. Entre os autores, estão Yohance Lacour e Alison Flowers, vencedores do prêmio Pulitzer, conforme apuração da Reuters. A ação cita ainda possíveis violações de leis estaduais relativas à privacidade e à utilização de voz com fines comerciais.

Detalhes da ação e contexto

Segundo o processo, as gravações utilizadas teriam origem em conteúdos produzidos pelos autores em diferentes formatos. A denúncia sustenta que as vozes foram usadas sem autorização para treinar sistemas de IA, gerando questionamentos sobre consentimento e limites de uso de dados biométricos.

Reação e próximos passos

Procurado pela Reuters, o Google não respondeu aos pedidos de comentário. Advogados envolvidos na defesa também não se manifestaram até o momento. A ação permanece em tramitação, com expectativa de novas etapas processuais e possíveis desdobramentos sobre responsabilidade da empresa.

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