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Identificadas 13 vítimas de ataque com barco militar dos EUA

Identificadas treze vítimas dos ataques dos EUA a barcos no Caribe e no Pacífico; eram de comunidades muito pobres, desafiando a alegação de narcoterrorismo

The remains of a boat allegedly struck by the US military, in the Alta Guajira region of Colombia.
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  • Uma investigação de cinco meses identificou 13 das vítimas dos ataques dos EUA a barcos suspeitos de tráfico de drogas no Caribe e no Pacífico leste, elevando o total de mortos para quase duzentos desde o início das operações.
  • As identidades divulgadas mostram que muitas vítimas vinham de comunidades extremamente pobres na América Latina e no Caribe, com relatos de que algumas não tinham envolvimento comprovado com tráfico.
  • Entre os nomes identificados estão cidadãos da Venezuela, Colômbia, Equador, Trinidad e Tobago e Santa Lúcia; oito são venezuelanos, dois são colombianos e dois são trinitários, com outros de países diferentes.
  • O relatório aponta que, mesmo quando havia suspeitas de ligação com o tráfico, não há evidência apresentada até o momento de participação real das vítimas nos crimes, segundo os organizadores da investigação.
  • Autoridades e organizações internacionais têm contestado as ações, classificando-as como execuções extrajudiciais, e destacam o impacto humano nas comunidades afetadas, incluindo fome e desestrutura familiar.

A investigação conjunta conduzida por 20 jornalistas, liderada pelo CLIP, identificou 13 das vítimas dos ataques militares dos EUA a barcos supostamente narcotraficantes no Caribe e no Pacífico Leste. Os ataques, iniciados no ano passado, já deixaram quase 200 mortos na região, segundo o levantamento.

Os nomes de oito venezuelanos, dois colombianos, dois ecuatorianos, dois de Trinidad e Tobago e um de Santa Lúcia foram apresentados. Entre eles estão trabalhadores de origem extremamente pobre, alguns sem qualquer indício de envolvimento com tráfico de drogas.

Os relatos apontam que, em muitos casos, as pessoas mortas tinham atividades de pesca ou busca de renda familiar. Familiares afirmam que não havia evidência de envolvimento com tráfico, apesar de alguns casos sugerirem possibilidades de participação em atividades ilícitas.

Contexto e desdobramentos

A investigação destaca que as operações não mostraram evidência de redução no fluxo de drogas para os EUA e que causaram danos às comunidades locais. Municípios inteiros ficaram sem pesca ou atividade econômica, elevando a insegurança alimentar.

María Teresa Ronderos, diretora do CLIP, ressalta que as vítimas são pessoas reais, muitas de famílias pobres, que ficaram expostas a ataques sem chance de defesa. Ela afirma que a narrativa de combate ao narcoterrorismo não condiz com os relatos coletados.

Especialistas analisam as ações como desproporcionais e questionam a eficácia da estratégia. Há apontamentos de que a continuidade dos ataques pode normalizar a violência para populações vulneráveis e não reduzir o tráfico.

Identificação e fontes

A lista de identificados soma 16 nomes, com oito venezuelanos, dois colombianos, dois equatorianos, dois de Trinidad e Tobago e um de Santa Lúcia. As idades variam amplamente e, em alguns casos, não foram oficialmente registradas.

O relatório envolve organizações da Colômbia (CasaMacondo, Verdad Abierta e 360-grados.co) e da Venezuela (Alianza Rebelde Investiga), além da Trinidad e Tobago Guardian. O apoio é de organizações internacionais, como a Airwars e El Veinte, da Colômbia.

O material obtido indica que muitos sobreviventes e familiares temem falar, por receio de retaliação ou prejuízo às relações com autoridades locais e com os EUA. As informações continuam a ser compiladas, com foco em ampliar a quantidade de nomes identificados.

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