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Igrejas protestam após cristã de 13 anos ser obrigada a casar no Paquistão

Igrejas paquistanesas protestam após tribunal entregar a custódia da menina cristã de 13 anos ao sequestrador, apesar de provas e documentos contestados

Cristãos realizaram manifestações por todo o país. (Foto: Portas Abertas Brasil).
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  • Igrejas no Paquistão realizaram protestos em diversas regiões após o Tribunal Constitucional Federal decidir entregar a custódia da menor ao homem que a sequestrou.
  • A menina cristã, de 13 anos, foi raptada por um muçulmano em julho de 2025 e permaneceu sob o poder do agressor por mais de seis meses.
  • Mesmo com provas como o B‑Form, que atesta a idade, o tribunal desconsiderou o registro de nascimento e decisões anteriores que apontavam que o casamento era ilegal, além de não levar em conta investigação que mostrou que a certidão de casamento era falsificada.
  • O governo criou um comitê consultivo nacional com 37 integrantes para revisar o caso e propor medidas de proteção contra conversões forçadas e casamentos infantis.
  • Segundo a Portas Abertas, o Paquistão figura na Lista Mundial da Perseguição de 2026, com casos de meninas, inclusive cristãs, sequestradas, forçadas a se converter ao Islã e submetidas a abusos sob o pretexto de casamento.

Dois ou três parágrafos iniciais com o lide, sem subtítulo.

Igrejas no Paquistão protestaram contra a decisão de entregar a custódia de uma menina cristã de 13 anos ao homem que a sequestrou, acusado de forçar o casamento com alguém de fé muçulmana. A manifestação ocorreu após a decisão do Tribunal Constitucional Federal de manter a custódia com o sequestrador.

Segundo a Portas Abertas Brasil, o caso ocorreu em julho de 2025, quando a menina foi raptada por um homem muçulmano. Ela permaneceu sob posse do agressor por mais de seis meses, mesmo com evidências apresentadas.

Documentos oficiais apontam a idade da menina por meio do B-Form, mas o tribunal desconsiderou o registro de nascimento, além de ignorar decisões anteriores que indicavam a ilegalidade do casamento e uma investigação policial que apontava falsificação da certidão.

Comitê consultivo nacional

A repercussão dos protestos levou o governo paquistanês a criar um comitê consultivo nacional com 37 integrantes, incluindo representantes cristãos católicos e protestantes. O grupo deve revisar o caso e propor medidas de proteção contra conversões forçadas e casamentos infantis.

Defensores de direitos humanos destacam um padrão de casos semelhantes, com sequestramento de meninas, pressão para conversão ao Islã e casamentos forçados, muitas vezes acompanhados de coerção para depoimentos favoráveis.

Portas Abertas afirma que as contestações legais e a resposta da sociedade civil expõem riscos para outras crianças, sobretudo de minorias religiosas, e incentivam ações de proteção e monitoramento. A organização ressalta a importância da mobilização comunitária.

O Paquistão, onde a maioria da população é muçulmana, figura entre os países com maior perseguição a cristãos na lista anual de 2026 da Portas Abertas, ocupando o oitavo lugar. O caso continua sob avaliação das autoridades.

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